O dólar comercial concluiu o pregão desta segunda-feira (20/7) em queda, com a cotação a R$ 5,089. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), finalizou o dia com uma leve desvalorização de 0,20%, atingindo 173,3 mil pontos.
O início da semana foi marcado por um clima de expectativa no mercado, que aguarda novas informações sobre as negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, além dos balanços das grandes empresas de tecnologia dos EUA, que serão divulgados nos próximos dias. Esse cenário ajudou a reduzir parcialmente a aversão ao risco, o que favoreceu a moeda brasileira, embora os investidores tenham adotado uma postura cautelosa na Bolsa.
A queda do dólar frente ao real ocorreu mesmo com a valorização da moeda americana em nível internacional. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar em relação a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,21%, alcançando 100,98 pontos. O planejador financeiro Jose Áureo Viana destacou que a moeda brasileira se beneficiou da diminuição da aversão ao risco global e do alto diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos.
Viana ressaltou que "a moeda brasileira é favorecida pela redução parcial da aversão ao risco, pela perspectiva de negociações diplomáticas no Oriente Médio e pelo diferencial ainda elevado de juros entre Brasil e Estados Unidos". Além disso, a queda dos juros futuros e a nova redução nas projeções do IPCA para 2026, conforme apresentado no Boletim Focus, também foram fatores que sustentaram a movimentação do câmbio.
No que diz respeito à Bolsa, o Ibovespa começou o dia em alta, seguindo a tendência positiva dos mercados internacionais, mas perdeu fôlego ao longo do pregão. O índice encontrou suporte nas altas das ações da Petrobras e de alguns grandes bancos, além da queda do dólar e dos juros futuros. Entretanto, a Vale apresentou recuo, o que contribuiu para a falta de uma direção clara no mercado.
Entre as ações do índice, a Petrobras fechou com uma valorização de 0,68%, enquanto a Vale viu suas ações caírem 1,38%. O Santander foi destaque positivo entre os bancos, com avanço de 1,35%.