A 26ª Fenearte – Feira Nacional de Negócios do Artesanato, que ocorreu no Pernambuco Centro de Convenções em Olinda, finalizou sua programação no último domingo (19). Com um público recorde de 350 mil visitantes, a feira obteve uma movimentação financeira impressionante de R$ 173,6 milhões, reafirmando sua posição como um dos principais impulsionadores da economia criativa no Brasil.
Durante os 12 dias do evento, a Fenearte reuniu mais de 5 mil artesãos de Pernambuco, além de representantes de 23 estados brasileiros e do Distrito Federal, juntamente com a participação de mais de 20 países. A próxima edição, a 27ª Fenearte, está agendada para ocorrer de 07 a 18 de julho de 2027, novamente no Pernambuco Centro de Convenções.
Das transações financeiras realizadas, R$ 6,6 milhões foram gerados em rodadas internacionais, resultado de uma parceria inédita entre a Fenearte e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Essa iniciativa atraiu 11 compradores de oito países, incluindo Colômbia, México e Japão, ampliando as oportunidades para a produção artesanal brasileira. O investimento do Governo do Estado para a realização da feira neste ano foi de R$ 16 milhões, por meio da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (Adepe).
As ações do Programa do Artesanato de Pernambuco (PAPE) também alcançaram resultados significativos. O estande do PAPE, que contou com a participação de 35 artesãos e mestres do Estado, conseguiu comercializar R$ 570 mil durante a feira. Além disso, o programa registrou um número recorde na formalização de artesãos, com a emissão e renovação de 474 Carteiras Nacional do Artesão.
A secretária de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Danielle Jar Souto, enfatizou a importância dos resultados da Fenearte para o artesanato como um vetor de Desenvolvimento Econômico. Ela destacou que a feira evidencia a convergência entre cultura, tradição e progresso.
O evento também promoveu o Circuito Fenearte, que incluiu 12 imersões em polos criativos da Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte e Agreste, reunindo 600 participantes e gerando mais de R$ 50 mil diretamente nas compras feitas pelos artesãos locais.