O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), José Velloso, manifestou sua oposição à Lei de Reciprocidade, que visa responder às tarifas de 25% impostas pelo governo dos Estados Unidos (EUA) sobre produtos brasileiros. Durante um encontro com o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), realizado na manhã desta terça-feira (21/7), Velloso discutiu medidas para mitigar os impactos desse novo tarifaço no setor.
Em entrevista à imprensa, Velloso destacou que os empresários norte-americanos também se mostraram contrários à aplicação das tarifas e defendeu a busca por uma solução diplomática para a questão. Ele reiterou que, sob o ponto de vista econômico e comercial, a imposição de tarifas não deveria ocorrer, evidenciado pelo apoio recebido do setor privado dos EUA em uma audiência pública anterior. "Mesmo assim, à revelia dos empresários norte-americanos, os Estados Unidos resolveram colocar a tarifa", afirmou.
O presidente da Abimaq enfatizou que a retaliação não é a solução para o problema político subjacente ao tarifaço. "Entendemos que há um componente político importante. Não acreditamos que a reciprocidade ou retaliação resolverá o problema político. O que realmente pode resolver isso é a diplomacia do Estado e a diplomacia empresarial junto aos empresários norte-americanos", destacou Velloso.
Durante a reunião, foram apresentadas propostas para reduzir o impacto das novas tarifas sobre a indústria. O dirigente sugeriu ações que visem ampliar a competitividade do setor e aprimorar o Plano Brasil Soberano, especialmente em relação aos critérios de elegibilidade, a fim de facilitar a adesão de mais empresas.
O governo federal planeja realizar novas rodadas de reuniões ao longo do dia com os setores afetados pela nova tarifa, que entrará em vigor nesta quarta-feira (22/7).