O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, manifestou nesta terça-feira (21.jul.2026) sua expectativa de que o Senado aprove a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa alterar a escala de trabalho de 6 X 1 para 5 X 2. Marinho enfatizou que, caso o texto seja aprovado sem mudanças, não será necessário que retorne à Câmara, o que agilizaria o processo de aprovação.
"É evidente que o Senado possui sua autonomia. Contudo, o que desejamos é que não haja alterações no que foi aprovado pela Câmara. Se houver modificações, o texto terá que voltar para a Casa Baixa. Portanto, o ideal seria manter tudo como está", afirmou o ministro a jornalistas.
A PEC, que foi aprovada pela Câmara em 27 de maio, também propõe a redução da jornada semanal de 44 horas para 40 horas. Atualmente, a proposta aguarda a análise do Senado, onde o presidente Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) deverá pautar a votação.
A proposta de fim da escala 6 X 1 foi defendida pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como uma das principais ações de sua campanha para reeleição. Além disso, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), também se posicionou a favor da medida.
Sobre a possibilidade de a PEC ser discutida apenas após as eleições de outubro, Luiz Marinho comentou que é complicado dialogar com aqueles que não estão dispostos a conversar. "Estamos sempre abertos ao diálogo, mas é difícil interagir com quem não quer conversar. O presidente da Casa tem a liberdade de decidir quando pautar a votação, antes, durante ou depois das eleições. O que nos resta é informar que a sociedade aguarda uma ação nesse sentido", concluiu Marinho.