O governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos e membro do Partido Republicano, está se preparando para anunciar nesta quarta-feira, 22 de julho de 2026, um acordo nuclear abrangente com a Arábia Saudita. Esse pacto permitirá que o país saudita desenvolva a capacidade de enriquecer urânio, uma informação confirmada por autoridades norte-americanas ao jornal The New York Times.
O objetivo deste acordo é fortalecer as relações entre os Estados Unidos e a Arábia Saudita, especialmente em um contexto de tensões crescentes devido à guerra com o Irã. De acordo com as informações disponíveis, a administração Trump planeja investir bilhões de dólares na indústria nuclear dos EUA, com ênfase na empresa Westinghouse, que é responsável pela construção de muitos reatores nucleares exportados.
Fontes que preferiram não ser identificadas indicaram que a formalização do acordo deverá ocorrer nesta quarta-feira. Entretanto, o Congresso dos Estados Unidos terá a responsabilidade de revisar o trato, uma vez que a Lei de Energia Atômica confere ao legislativo o poder de votar uma resolução que pode desaprovar o acordo.
A expectativa é de que tanto congressistas do Partido Democrata quanto do Partido Republicano, assim como autoridades de Israel, manifestem oposição ao acordo. Os receios se concentram na possibilidade de que a Arábia Saudita utilize um programa nuclear civil como fachada para o desenvolvimento de armamentos nucleares.
Durante a gestão de Joe Biden, o acordo foi inicialmente parte de uma estratégia mais ampla, que incluía a normalização das relações diplomáticas entre a Arábia Saudita e Israel. Contudo, essa abordagem perdeu força após os ataques de 7 de outubro de 2023, realizados pelo grupo Hamas contra Israel. Trump, então, desvinculou a cooperação nuclear entre os EUA e a Arábia Saudita da exigência do reconhecimento de Israel.
Em novembro de 2025, o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman Al Saud, teve um encontro com Trump na Casa Branca, onde discutiram um possível acordo de defesa entre os dois países, que incluía a venda de caças F-35 ao reino. No entanto, essa proposta não avançou para se tornar um tratado a ser submetido ao Senado para ratificação.