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Geraldo Alckmin critica tarifas dos EUA e defende legislação trabalhista brasileira

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o Brasil possui uma das legislações trabalhistas mais avançadas do mundo e considerou descabido o argumento de trabalho...
Foto: Adriano Machado / Reuters

O vice-presidente Geraldo Alckmin, durante visita à fábrica da Avibras em JACAREÍ, SP, expressou sua preocupação com as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos, que começaram a valer nesta sexta-feira (24). Ele ressaltou que o Brasil possui uma das legislações trabalhistas mais avançadas globalmente e classificou o argumento de trabalho forçado como "descabido". Alckmin afirmou: "Imagine o quanto é descabido isso: o [argumento de] trabalho forçado. O Brasil tem uma das legislações mais avançadas do mundo de proteção aos trabalhadores. Estamos votando o fim da [escala] 6×1".

Além disso, o vice-presidente mencionou que o governo brasileiro está comprometido em continuar as negociações com o governo americano e em apoiar os setores que serão impactados pelas novas tarifas. Ele também destacou que a decisão sobre a aplicação da Lei da Reciprocidade Econômica contra Os Estados Unidos será tomada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva no momento apropriado, considerando que esse processo envolve audiências públicas.

As novas tarifas dos EUA incluem uma taxa de 12,5% sobre produtos brasileiros, resultado de uma investigação que apontou falhas no combate à importação de produtos fabricados com trabalho forçado. Essa taxa complementa uma tarifa anterior de 25%, que entrou em vigor na quarta-feira (22), decorrente da Seção 301 da Lei de Comércio americana, que aborda práticas comerciais injustas.

Essas taxas tarifárias afetam diversos setores, como máquinas agrícolas, madeira processada, etanol, papel e vestuário. A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) estimou que as tarifas de 12,5% impactam cerca de US$ 12,5 bilhões em exportações anuais para os EUA, sendo que 85,3% dessas vendas, equivalentes a US$ 10,7 bilhões, sofrerão efeitos cumulativos com as tarifas de 25%, resultando em uma carga tributária total de 37,5%.

Na mesma ocasião, o presidente Lula comemorou a volta da operação da Avibras, que havia paralisado suas atividades devido a uma greve de funcionários por falta de pagamento. O acordo firmado entre a empresa e o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos permitiu a retomada das operações, após um período de três anos de crise financeira. O sindicato informou que a dívida trabalhista acumulada desde 2022 chega a R$ 230 milhões, sendo que o pagamento será realizado na forma de indenização social.

A Avibras, que produz mísseis, foguetes e outros produtos do setor de defesa, retomou suas atividades em maio deste ano, sinalizando uma recuperação para a empresa.

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