Neste domingo, 26 de julho de 2026, o PSD realizou sua convenção nacional, onde foi oficializada a candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência da República. O presidente do partido, Gilberto Kassab, foi escolhido para ser o vice da chapa, compondo uma candidatura que visa se posicionar como alternativa nas eleições de 2026.
A decisão de ter Kassab como vice seguiu meses de negociações para a formação de alianças. Inicialmente, houve discussões sobre uma possível aliança com o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, do Partido Novo, mas ambos os pré-candidatos decidiram manter seus próprios projetos eleitorais.
A dificuldade em estabelecer parcerias nos Estados foi um fator que influenciou a formação da chapa. Em São Paulo, onde se concentra o maior colégio eleitoral do país, o PSD tem apoiado o governador Tarcísio de Freitas, que está alinhado a Flávio Bolsonaro. Já Em Minas Gerais, o governador Mateus Simões, do PSD, também apoia Zema, complicando ainda mais as possibilidades de aliança.
No Rio de Janeiro, o prefeito Eduardo Paes, também do PSD, mantém uma relação próxima com Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Em Pernambuco, a governadora Raquel Lyra tem autonomia para decidir seu apoio. Nesse contexto, Gilberto Kassab passou a ser visto como uma figura capaz de garantir a unidade interna do PSD, essencial para a candidatura de Caiado.
Com essa composição, o PSD pretende se destacar em um cenário eleitoral polarizado, onde as disputas entre os candidatos do PT e do PL-RJ estão em evidência. A definição da chapa marca um passo importante na trajetória eleitoral do partido, que busca consolidar sua presença nas eleições de 2026.