O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Octávio Gallotti faleceu neste domingo (26.jul.2026) em Brasília, aos 95 anos. O velório será aberto ao público no Salão Branco do STF, na manhã de segunda-feira (27.jul), entre 10h e 16h. O sepultamento ocorrerá no Rio de Janeiro na terça-feira (28.jul).
Octávio Gallotti era pai da ministra Isabel Gallotti, que atua no Superior Tribunal de Justiça, e filho de Luís Gallotti, que fez parte do STF entre 1966 e 1968. Em uma declaração, o presidente do STF, Edson Fachin, lamentou a perda e ressaltou que a trajetória de Gallotti deixou marcas significativas na construção da jurisprudência e no fortalecimento das instituições democráticas do Brasil.
Fachin enfatizou que o ex-ministro atuou com um elevado senso de dever e independência, ressaltando que seu legado vai além das decisões tomadas, influenciando a formação de gerações de juristas e consolidando a confiança da sociedade no Poder Judiciário.
Nomeado pelo presidente João Figueiredo, o último chefe do Executivo durante a ditadura militar, Gallotti ingressou no STF em 1984. Ele se aposentou em 2000, ao atingir a idade máxima para aposentadoria compulsória, que na época era de 70 anos.
Durante sua atuação na Corte, Gallotti participou da implementação da Constituição de 1988, que ampliou os poderes e as atribuições do Supremo. Ele também presidiu o STF entre 1993 e 1995 e o Tribunal Superior Eleitoral em 1991.
O atual presidente do TSE, Nunes Marques, expressou que a atuação de Gallotti no Supremo foi pautada pela defesa da Constituição e dos princípios democráticos. Marques enviou suas condolências à família, afirmando que a passagem do ex-ministro pelo STF honrou o Brasil.