Apesar dos baixos índices de intenção de voto nas pesquisas, partido insiste na candidatura de Zema como uma estratégia de ‘sobrevivência’ da legenda.
O partido Novo realiza convenção nesta segunda-feira (27/7) para oficializar o nome de Romeu Zema como candidato à Presidência da República. O evento está marcado para começar às 11h30, em Brasília, mas ocorrerá de forma híbrida, com participantes presenciais e outros por videoconferência.
O ex-governador de Minas Gerais chega à convenção ainda sem vice e também não fechou alianças com outros partidos. No sábado (25/7), o pré-candidato à Presidência pelo Novo afirmou que pretende se reunir com o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa.
Barbosa é filiado ao partido Democracia Cristã e chegou a anunciar que iria concorrer ao Palácio do Planalto na eleição deste ano. No entanto, desistiu, e a legenda deve lançar a advogada Clariana Barão como candidata.
“Já comentei com o ministro Joaquim Barbosa que, indo ao Rio de Janeiro, quero sim ter um encontro com ele”, disse o ex-governador de Minas Gerais.
“Ele é um mineiro do norte de Minas, que fez um belíssimo e reconhecido trabalho combatendo a corrupção”, acrescentou.
Zema chegou a ser cogitado para compor chapa com outros pré-candidatos, como o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD). Mas insistiu em candidatura própria como cabeça de chapa. O Partido Novo enxerga a candidatura do mineiro à Presidência da República como uma estratégia de “sobrevivência” da legenda.
Crítico ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Zema protagonizou nos últimos meses embates com o Supremo Tribunal Federal, especialmente com o ministro Gilmar Mendes. O mineiro lançou produções em vídeo nas redes sociais satirizando e criticando magistrados da Corte.
Gilmar Mendes classificou como “hipocrisia” a postura de governadores que criticam o STF, mas recorrem ao tribunal para obter liminares de renegociação fiscal, além de ironizar a linguagem usada pelo ex-governador de Minas Gerais. Em resposta, Gilmar também solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Romeu Zema no inquérito das fake news.
Zema ainda criticou Flávio Bolsonaro após a repercussão de mensagens e áudios envolvendo o senador e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) reagiu às críticas e pediu rompimento “geral” com o partido Novo.
Por Didi Galvão