O Partido Novo anunciou oficialmente, nesta segunda-feira (27), a candidatura de Romeu Zema à Presidência da República. A decisão foi tomada por aclamação durante a convenção nacional da legenda, que ocorreu de forma virtual e teve um evento de lançamento realizado em Brasília.
Ainda não foi definida a escolha do candidato a vice na chapa. Esse assunto foi abordado em uma reunião reservada da executiva nacional, e, após essa reunião, Eduardo Ribeiro, presidente do partido, confirmou Zema como o nome escolhido para concorrer ao Palácio do Planalto.
Esta será a terceira vez que Romeu Zema se coloca como candidato em uma disputa eleitoral. Ele já venceu as eleições para o governo de Minas Gerais em 2018 e foi reeleito em 2022. Agora, Zema se apresenta como uma alternativa à polarização entre o Partido dos Trabalhadores (PT) e o PL.
Na coletiva de imprensa após sua confirmação como candidato, Zema direcionou críticas ao PT, fazendo menção a casos de corrupção associados à legenda. Além disso, declarou que, se eleito, pretende categorizar facções criminosas como organizações terroristas. O ex-governador também criticou algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e refutou qualquer relação com o Banco Master.
Em sua proposta econômica, Zema defende a redução dos gastos públicos, a ampliação das privatizações e a criação de um ambiente mais propício para investimentos privados. Entre suas sugestões, destaca-se a venda de estatais, como Petrobras, Banco do Brasil e Correios, que, segundo ele, ajudaria a diminuir a dívida pública, reduzir os juros e combater a corrupção.
O ex-governador também sugere mudanças estruturais nas finanças públicas, como o fim dos chamados supersalários no serviço público e a retomada das reformas administrativa e da Previdência. Na esfera social, propõe alterações em programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.