A recente convenção do PL, que tinha como objetivo projetar a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro, acabou se transformando em um evento polêmico, atraindo críticas de diversos setores políticos. A tentativa de realizar um espetáculo midiático, com a inclusão de avatares sintéticos e referências a super-heróis, não apenas ofuscou o candidato, mas também intensificou seu isolamento entre aliados e opositores.
As reações ao desenrolar da convenção foram rápidas e contundentes, com lideranças da direita e do Centrão manifestando descontentamento. Personalidades como Gilberto Kassab e Ronaldo Caiado se distanciaram do evento, refletindo a cautela de partidos como PP, Republicanos e União Brasil em relação à pré-candidatura de Flávio.
O jornalista João Bosco Rabello, do canal @portaldobosco, analisou que o comportamento do clã Bolsonaro remete a um “espírito miliciano”, que ignora as normas democráticas quando estas não atendem aos seus interesses. Essa abordagem pode estar contribuindo para a dificuldade em atrair a confiança de outros partidos para formar coligações ou palanques estaduais.
A oposição, diante de um cenário desfavorável e sem conseguir romper a bolha política, parece recorrer a estratégias ideológicas para encobrir o temor de que novos desdobramentos judiciais possam impactar negativamente a candidatura de Flávio Bolsonaro.
A escalada de retórica agressiva também foi evidenciada por Paulo Figueiredo, que, em um vídeo, fez declarações misóginas contra jornalistas, incluindo ataques diretos à colunista Míriam Leitão. Essa postura revela uma tendência do bolsonarismo de recorrer à provocação e à baixaria quando se sente pressionado.
O episódio em questão, conforme análise de Ricardo Noblat, revela que a falta de propostas concretas para o país, aliada à rejeição crescente, levou o entorno de Flávio a optar por táticas de ataque e ofensa como sua principal estratégia para manter a base de apoio mobilizada.