O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agendou uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), com o objetivo de discutir a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa acabar com a 6 X 1. Embora a data do encontro ainda não tenha sido definida, o recesso legislativo se encerra na sexta-feira, 31 de julho de 2026.
A relação entre Lula e Alcolumbre tem sido marcada por tensões, especialmente após a rejeição da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para a vaga deixada pelo ex-ministro Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal. Desde então, os dois líderes se encontraram poucas vezes em 2026 e não abordaram os interesses do governo na Casa Alta.
Camilo Santana, ex-ministro da Educação e atual líder do Partido dos Trabalhadores no Senado, já havia mencionado a intenção de uma reunião entre Lula e Alcolumbre ainda neste mês, com o intuito de "distensionar" a relação. O governo vê o fim da 6 X 1 como uma de suas principais bandeiras para a reeleição de Lula, embora haja dificuldades para que a proposta seja aprovada antes do primeiro turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A PEC está parada no Senado desde 28 de maio.
Além da PEC da 6 X 1, o governo também defende a aprovação da PEC da Segurança PÚBLICA, que encontra-se paralisada no Senado desde 10 de março. Em um apelo realizado em 22 de maio, Lula pediu a Alcolumbre que colocasse a pauta em votação.
A PEC que já foi Aprovada na Câmara propõe a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, além de garantir duas folgas semanais remuneradas. Contudo, a implementação desta nova jornada não será imediata. O cronograma estipula que, 60 dias após a publicação da emenda, a jornada máxima permitida cairá para 42 horas. Após um período de 14 meses, o teto de 40 horas por semana começará a valer, enquanto o direito às duas folgas entrará em vigor de forma imediata após o prazo de 60 dias da promulgação.
A PEC da Segurança PÚBLICA, por sua vez, institui mecanismos que buscam proteger os recursos destinados à área. Com a aprovação na Câmara, o texto constitucionaliza o Fundo Nacional de Segurança PÚBLICA e o Fundo Penitenciário Nacional, garantindo que esses fundos não sofram cortes e não sejam afetados pela Desvinculação de Receitas da União (DRU). Além disso, estabelece que entre 10% e 30% da arrecadação das bets seja destinado a esses fundos de maneira gradual, assim como 10% do superávit do Fundo Social do Pré-Sal.