O secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destacou, em declaração feita na sexta-feira (31.jul.2026), uma contradição presente na postura de alguns governadores. Segundo ele, esses governantes rejeitam a atuação da União em questões de segurança pública, ao mesmo tempo em que buscam apoio internacional para lidar com o crime organizado, sem mencionar nomes específicos. Lucas fez essa afirmação durante o Congresso da Abraji, que ocorreu em São Paulo.
"Existem governadores que afirmam não aceitar a interferência da União no problema da segurança pública, enquanto ao mesmo tempo solicitam que o narcoterrorismo receba intervenção externa", afirmou Chico Lucas. Para ele, essas duas posições são incompatíveis e reforçou a necessidade de clareza nas demandas: "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra".
O secretário também reconheceu que a proposta de Emenda Constitucional (PEC) enfrenta resistência entre alguns governadores, que a veem como uma potencial interferência do governo federal sobre os Estados. Lucas ressaltou que o crescimento do crime organizado demanda uma coordenação eficaz entre as diferentes esferas de governo. "Esse é o problema, esse é o raciocínio", declarou.
Além disso, Chico Lucas elogiou a atuação do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na segurança pública, afirmando que o presidente foi o que mais investiu nessa área no Brasil. Ele lembrou a criação da Força Nacional em 2004 e do sistema penitenciário federal, além da Polícia Penal Federal como marcos importantes na segurança nacional.
O secretário ainda mencionou os investimentos feitos nas polícias Federal e Rodoviária Federal, destacando que Lula contribuiu para a valorização dessas instituições e para a contratação de novos policiais.
Chico Lucas enfatizou a importância de fortalecer a cooperação entre os entes federativos. "A União não tinha esse papel, mas agora foi chamada a desempenhá-lo por uma série de fatores", disse.