Na última sexta-feira (31), Mário Hélio Gomes de Lima tomou posse na cadeira nº 15 da Academia Paraibana de Letras (APL) em uma cerimônia realizada no Convento de São Francisco, em João Pessoa. O novo membro sucede o artista plástico Chico Pereira, que faleceu em dezembro de 2022.
Mário Hélio, Natural de Sapé, na Paraíba, é o primeiro representante da Zona da Mata paraibana a ocupar essa cadeira, que tem como patrono Eugênio Toscano de Brito. A cerimônia foi conduzida pelo acadêmico Francisco de Sales Gaudêncio, que fez o discurso de recepção ao novo integrante da APL.
Eleito com 32 votos, Mário Hélio destacou em seu discurso a importância simbólica das academias de letras e a continuidade proporcionada pela sucessão de seus integrantes. Em uma citação à estela de Seikilos, Mário afirmou: "Sou uma imagem de pedra, / Seikilos me pôs aqui, / Onde para sempre sou / Sinal de memória eterna". O novo acadêmico também prestou homenagem ao seu antecessor, Chico Pereira.
O evento contou com a presença de diversas personalidades, incluindo o escritor Joaquim Falcão, que representou a Academia Brasileira de Letras, e Margarida Cantarelli, presidente da Academia Pernambucana de Letras. Também estiveram presentes Thélio Queiroz Faria, presidente da Academia de Letras de Campina Grande, e Igor Burgos, que representou a Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), onde Mário Hélio ocupa o cargo de superintendente de Periódicos e Projetos Especiais.
Formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), Mário Hélio possui mestrado em História pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutorado em Antropologia pela Universidade de Salamanca, na Espanha. Ele tem experiência como repórter e colunista do Jornal do Commercio, além de ter sido professor na UFPE e diretor da Editora Massangana e da Diretoria de Memória, Educação e Cultura da Fundação Joaquim Nabuco (Fundaj).
O novo acadêmico é autor de diversas obras que tratam da cultura brasileira, da identidade nordestina e da obra de Gilberto Freyre, além de biografias e ensaios. Em 2023, Mário Hélio também foi eleito como imortal da Academia Pernambucana de Letras, após um pleito realizado pelos acadêmicos da instituição, que é a terceira Academia de Letras mais antiga do Brasil.