Neste domingo, 2 de agosto de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, anunciou oficialmente a candidatura do ex-ministro Fernando Haddad à Presidência da República para o ano de 2030. O anúncio ocorreu durante a CONVENÇÃO NACIONAL do partido, que teve lugar em São Paulo. No final de seu discurso, Lula refletiu sobre o futuro e questionou qual país entregará a Haddad após seu governo em São Paulo, onde ele atuou por oito anos.
Lula, que atualmente busca reeleição e pretende conquistar seu quarto mandato, expressou confiança em uma possível vitória, mencionando Haddad como a primeira opção para sucedê-lo. Além de Haddad, Lula também sugeriu que futuros candidatos poderiam surgir de outros estados, como Piauí, Ceará e Pernambuco, ampliando o horizonte de possibilidades para a próxima eleição.
Na mesma CONVENÇÃO, foi reafirmada a candidatura de Lula, que se tornará o presidente mais velho a assumir o cargo, com 81 anos em outubro, se reeleito. O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, do PSB, foi anunciado como seu vice novamente, consolidando a chapa para a próxima eleição.
Este será o oitavo pleito presidencial de Lula, que já participou das eleições de 1989, 1994, 1998, 2002, 2006, 2018 e 2022. É importante lembrar que em 2018, sua candidatura foi barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, devido à Lei da Ficha Limpa, enquanto ele estava preso. Ao longo de sua trajetória, Lula venceu três dessas eleições e perdeu outras três.
A escolha de São Paulo como sede da CONVENÇÃO reflete a relevância do estado para a campanha. Em 2022, Lula obteve 4,3 milhões de votos a mais em relação a Haddad, que havia concorrido à presidência em 2018. Esse aumento de votos foi considerado um fator decisivo para a vitória de Lula na última eleição, dado que São Paulo é o maior colégio eleitoral do Brasil.
Lula também anunciou que o início oficial de sua campanha será em 16 de agosto, às 10h, no estádio 1º de Maio, localizado em São Bernardo do Campo (SP). O estádio, que antes era conhecido como estádio da Vila Euclides, possui uma conexão histórica com a trajetória política do presidente, que atuou como sindicalista nas décadas de 1970 e 1980. O local é notório por ter sido palco de importantes eventos, incluindo a significativa greve dos trabalhadores do ABC em 1979, e está associado ao surgimento da Central Única dos Trabalhadores e do próprio PT.