O bilionário Bryan Johnson, famoso por suas iniciativas voltadas à longevidade, gerou polêmica ao revelar que armazena o sangue menstrual de sua namorada, Kate Tolo, em um congelador a -80 °C. A prática, segundo ele, é uma abordagem não invasiva para analisar a saúde do útero de Kate, que coletou o líquido durante seu último ciclo menstrual. O intuito é identificar a presença de doenças, microplásticos e desreguladores endócrinos.
"Isso é ótimo porque você obtém os dados sem biópsia cirúrgica. O procedimento pode ser repetido a cada ciclo e mede o ambiente uterino diretamente, em vez de inferi-lo a partir de uma coleta de sangue padrão", comentou Johnson sobre a metodologia utilizada.
O projeto faz parte de uma iniciativa de 100 dias, na qual o casal planeja reunir 14 milhões de dados sobre o ciclo menstrual de Kate. Para isso, a rotina inclui a coleta de amostras de saliva, esfregamento de cotonetes nas bochechas e o uso de um absorvente interno tecnológico que monitora a saúde menstrual. Kate Tolo destacou: "Estou fazendo isso porque acredito que este é o caminho para que as mulheres sejam compreendidas e vistas no mundo", referindo-se ao investimento de US$ 2,6 milhões no projeto.
A motivação para esse estudo surgiu após Kate ser diagnosticada com endometriose, uma condição que faz o tecido do endométrio crescer fora do útero. Ela mencionou que muitas mulheres convivem com a doença por sete a dez anos antes de receber um diagnóstico adequado. Além da endometriose, Kate também foi diagnosticada com síndrome metabólica poliendócrina dos ovários, anteriormente conhecida como síndrome dos ovários policísticos.
Bryan Johnson, que recebeu o diagnóstico de gastrite autoimune, expressou seu desejo de não depender de grandes corporações para resolver problemas de saúde. "Meu objetivo sincero é tentar curar os doentes. Com a IA e a biotecnologia, não precisamos mais nos render às doenças. Eu vou curar minha AIG e nós vamos curar a endometriose da Kate, e depois disponibilizar o mesmo tratamento para outras pessoas", afirmou.
Recentemente, o bilionário também ganhou destaque ao afirmar que sua namorada possui "o 1% melhor de todas as vaginas", com base em um teste que indicou predominância de uma bactéria específica. Ele revelou que a amostra de Kate é dominada pela espécie bacteriana mais protetora, L. crispatus, com uma taxa de 98,7%. Apenas 25 a 30% das mulheres em idade reprodutiva apresentam essa predominância, sendo considerada dominante acima de 50%.