Romeu Zema, candidato à Presidência pelo partido Novo, afirmou nesta segunda-feira (17 de agosto de 2026) que a administração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, é "pró-bilionário" devido à manutenção da taxa básica de juros em níveis elevados. A declaração foi feita durante a 27ª Conferência Anual Santander, que ocorreu no Grand Hyatt Hotel, em São Paulo.
Em sua fala, Zema destacou que a atual taxa de juros, fixada em 14% ao ano, favorece aqueles que possuem investimentos financeiros, enquanto impõe dificuldades a quem tem dívidas ou investe na produção. "Quem tem dinheiro aplicado está dando de braçada; quem tem dívida, morrendo. É como tirar o sangue de quem já pesa 40 kg e injetar em quem já está pesando 150 kg. Esse é o Brasil de hoje", comentou o candidato.
O ex-governador de Minas Gerais expressou sua intenção de reduzir a taxa Selic para 6%, projetando que essa mudança poderia gerar uma economia de R$ 800 bilhões por ano no serviço da dívida pública. No entanto, ele ressaltou que a definição da taxa de juros é responsabilidade do Comitê de Política Monetária, vinculado ao Banco Central, e não está diretamente sob controle do presidente da República.
Zema enfatizou que a redução da taxa de juros está condicionada ao controle das contas públicas e anunciou que pretende adotar medidas mais rigorosas do que as implementadas pelo ex-presidente Michel Temer, do MDB, com o objetivo de conter o crescimento das despesas e melhorar a situação fiscal do país.
"A dívida atual do Brasil é de aproximadamente R$ 10 trilhões. Ao reduzir a Selic para 6%, a economia com o serviço da dívida seria de R$ 800 bilhões. Essa é a diferença entre as taxas de 14% e 6% sobre 10 trilhões de reais. Por isso, afirmo que temos hoje um governo pró-bilionário", concluiu Zema, reforçando sua crítica à política econômica vigente.