RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Lava Jato: Países mantêm condenações e investigações em andamento

Enquanto no Brasil a Lava Jato enfrenta reviravoltas judiciais, cinco países ainda mantêm processos ativos e condenações relacionadas ao esquema de corrupção. Detalhes sobre...

A operação Lava Jato, iniciada em 2014, teve desdobramentos variados no Brasil e em outros países. No Brasil, o Supremo Tribunal Federal anulou diversas condenações e decisões, questionando a competência da Justiça Federal em Curitiba e a imparcialidade do ex-juiz Sergio Moro, que agora é candidato ao governo do Paraná pelo PL. Em contraste, pelo menos cinco países continuam a manter condenações, prisões e acordos relacionados ao esquema de corrupção.

No dia 18 de agosto de 2026, foi revelado que a Justiça britânica decidiu manter válidas provas da Lava Jato que foram anuladas pelo STF no Brasil. Além disso, autorizou o confisco de 7,3 milhões de libras de um ex-engenheiro da Petrobras, acusado de envolvimento em práticas de corrupção. Enquanto isso, no Brasil, muitos dos acordos de leniência foram trancados e condenações de figuras proeminentes foram desfeitas.

As investigações em países como Peru, Estados Unidos e Reino Unido resultaram em punições significativas para ex-chefes de Estado, altos funcionários e executivos de empresas. Esses tribunais entenderam que a utilização de seus sistemas financeiros para movimentar subornos configura um crime independente das decisões tomadas no Brasil.

No Peru, as investigações revelaram que a Odebrecht, agora chamada Novonor, pagou dezenas de milhões de dólares em propinas para campanhas eleitorais e projetos de infraestrutura. O ex-presidente Alejandro Toledo, que ocupou o cargo entre 2001 e 2006, foi condenado em 2024 a 20 anos de prisão por receber US$ 35 milhões em subornos para favorecer a construtora na licitação da Rodovia Interoceânica. Além disso, em setembro de 2025, Toledo recebeu outra pena de mais de 13 anos por um novo caso de corrupção. Apesar dos apelos por sua libertação devido à saúde, ele permanece detido na penitenciária de Barbadillo, em Lima.

O ex-presidente do Equador, Jorge Glas, também foi alvo das investigações da Lava Jato, sendo condenado em 2017 a 6 anos de prisão por receber subornos da Odebrecht. Em agosto de 2023, o ministro Dias Toffoli aceitou o pedido de defesa de Glas e anulou as provas relacionadas ao esquema de corrupção da Odebrecht, argumentando que havia uma identidade fática e jurídica com outros casos brasileiros. Contudo, a Justiça equatoriana manteve sua posição, reafirmando a soberania de suas decisões legais.

Além do caso Odebrecht, Glas possui outras condenações, incluindo o “Caso Sobornos” e irregularidades no uso de recursos públicos após o terremoto em Manabí. Ele chegou a obter liberdade condicional em 2022, mas, para evitar as condenações, se refugiou na Embaixada do México em Quito. Em abril de 2024, as forças de segurança do Equador invadiram a embaixada, prenderam Glas e o levaram para a prisão de segurança máxima La Roca, onde ele permanece encarcerado.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.