Na última quinta-feira, 20 de agosto de 2026, o secretário de Energia Elétrica do MME, João Daniel Cascalho, afirmou que o Sistema Elétrico brasileiro está preparado para os possíveis efeitos do El Niño. A declaração foi feita durante um evento promovido para discutir ações preventivas em relação ao fenômeno climático, que é esperado principalmente entre outubro e dezembro.
Cascalho ressaltou que o Brasil já enfrentou situações semelhantes no passado e que o Setor Elétrico possui a experiência necessária para lidar com crises provocadas por El Niños intensos. A abertura do evento "Super El Niño e a Resiliência do Setor Elétrico Brasileiro" aconteceu na sede da Aneel, em Brasília, onde o secretário enfatizou a importância da resiliência do sistema.
O secretário ainda defendeu a agenda eletroenergética que foi aprovada em fevereiro pelo CMSE, que inclui a realização do Leilão de Reserva de Capacidade em forma de Potência (LRCap) e a antecipação da operação de algumas usinas contratadas. Essas ações visam aumentar a segurança do Sistema Elétrico, especialmente em relação à redução das chuvas, que pode afetar os níveis de reservatórios das hidrelétricas.
A escassez de chuvas pode levar a uma diminuição nos níveis dos reservatórios, o que exigirá um aumento na geração de energia por termelétricas, como as contratadas no LRCap, realizado em março. O evento contou com a presença de representantes dos setores de geração, transmissão e distribuição de Energia Elétrica, bem como da ANA, da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, do ONS, do Inpe e do Inmet.
As discussões entre os participantes destacaram a necessidade de planejamento e investimento na infraestrutura elétrica para enfrentar eventos climáticos extremos, como enchentes, alagamentos de subestações e secas. A presidente da Abrate alertou que esses fenômenos não apenas afetam a operação, mas também têm implicações financeiras diretas nos investimentos das empresas do setor.
Diante dos desafios impostos pelas mudanças climáticas, as transmissoras estão investindo em infraestrutura moderna e redes inteligentes, além de implementar monitoramento preventivo. A utilização de tecnologias como drones, sensores e termômetros, juntamente com equipes móveis de prontidão e rotas redundantes, tem sido uma estratégia para aumentar a resiliência e a eficiência do Sistema Elétrico brasileiro.