No primeiro trimestre de 2026, 46,3% dos empreendedores brancos estavam formalizados, em contraste com apenas 26,1% dos empreendedores negros. Essa diferença de 20,2 pontos percentuais indica um cenário de desigualdade no acesso à formalização dos negócios. Em relação à informalidade, 73,9% dos empreendedores negros estavam nessa condição, enquanto esse percentual entre os brancos era de 53,7%. Esses números foram divulgados pelo Sebrae.
Entre os empreendedores que não estão formalizados, apenas 29,1% dos negros contribuíram para a Previdência Social no mesmo período. Em comparação, 52,6% dos brancos realizaram essa contribuição, refletindo uma diferença de 23,5 pontos percentuais. Essa situação acentua a desigualdade existente entre os grupos no que tange à proteção social e às garantias trabalhistas.
Eraldo Ricardo dos Santos, que ocupa o cargo de gerente adjunto de Empreendedorismo Feminino, Diversidade e Inclusão no Sebrae Nacional, destacou que essa discrepância salarial entre empreendedores negros e brancos se deve a "desafios estruturantes ligados ao acesso a mercados e ao acesso a crédito". A elevada taxa de informalização, predominante entre os empreendedores negros, também contribui para a disparidade nos rendimentos.
No primeiro trimestre de 2026, a média salarial dos empreendedores brancos foi de R$ 4.913,16, o que representa um aumento de 77,1% em relação à remuneração média dos negros, que foi de R$ 2.775,01. Essa diferença salarial é alarmante e evidencia a necessidade de políticas públicas direcionadas à inclusão e à igualdade de oportunidades.
Ao comparar os dados do primeiro trimestre de 2025 com os de 2026, tanto a média salarial dos empreendedores brancos quanto a dos empreendedores negros apresentaram um crescimento de 10%. A remuneração dos brancos subiu de R$ 4.432,46 para R$ 4.913,16, enquanto a dos negros passou de R$ 2.520,83 para R$ 2.775,01. Esses números, embora indiquem um crescimento, ainda mantêm uma disparidade significativa entre os dois grupos.