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Brasil

A partir de hoje beneficiários do Bolsa Família passarão a receber por poupança digital

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A partir de hoje, 1º de dezembro, o pagamento aos beneficiários do Programa Bolsa Família será realizado por meio da Conta Poupança Social Digital. Segundo a Caixa Econômica Federal, mais de 9 milhões de pessoas que ainda não possuem nenhuma conta bancária poderão receber o benefício por meio de crédito na conta digital, sacar com o cartão Bolsa Família e movimentar os valores pelo aplicativo CAIXA Tem.

A modalidade permitirá também que o beneficiário tenha conta bancária sem obrigatoriedade de saque integral das parcelas. A abertura das contas será feita de forma automática e escalonada pela Caixa sem a necessidade de apresentação de documentos ou comparecimento às agências.

Os primeiros a receber os recursos com os serviços da Conta Poupança Social Digital serão os beneficiários de NIS com final 9 e 0, seguindo a data de crédito regular do Programa.

Confira o calendário:

  • Beneficiários com NIS final 6, 7 e 8 receberão em janeiro (2,25 milhões de pessoas)
  • Beneficiários com NIS final 3, 4 e 5 receberão em fevereiro (2,25 milhões de pessoas)
  • Beneficiários com NIS final 1, 2 e Grupos Populacionais Tradicionais Específicos (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, extrativistas, pescadores artesanais, comunidades tradicionais, agricultores familiares e outros) receberão em março (3 milhões de pessoas).

 

 

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Brasil

Subnotificação dos casos de Covid esconde até 30% das mortes, mostra estudo

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A subnotificação dos casos graves e mortes de Covid-19, principalmente pela falta de testes de diagnósticos, está “escondendo” ao menos 30% de óbitos que não aparecem nas estatísticas oficiais. Se eles fossem considerados, o Brasil já estaria com 530 mil mortos, considerando que no último domingo (2) computava 407 mil.

A conclusão é de um estudo da iniciativa Vital Strategies, com base no Sivep-Gripe, principal banco de dados nacional de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG).

O trabalho buscou os casos e mortes de SRAG desde o início da pandemia que aparecem na estatística oficial como “etiologia não especificada ou sem classificação final para Covid”, ou seja, não houve identificação do agente que causou a doença.

Os dados foram comparados à série histórica de registros nos anos anteriores à pandemia (2018 e 2019) e subtraídos os números médios observados nessas categorias.

Até o último dia 19 de abril, os resultados foram os seguintes: um aumento de 57,4% (de 1.098.254 para 1.728.955) para os casos graves de SRAG e de 29,9% (356.536 para 462.973) para os óbitos.
“Não tem outra explicação [se não a Covid] para um aumento tão grande casos e óbitos [por SRAG]. Não há outro vírus respiratório agudo agindo concomitantemente ao Sars-CoV-2”, diz a pesquisadora Ana Luiza Bierrenbach, conselheira técnica sênior da Vital Stratregies e autora do estudo.

Nos casos confirmados de Covid-19, 96% tinham diagnóstico atestando a infecção. Nos demais casos de SRAG, 70% tinham algum teste, mas o resultado foi negativo ou ficou faltando o dado de confirmação, por exemplo.

“Aí você me pergunta se mesmo diante desse resultado, a gente está afirmando que é Covid? Eu digo que sim”, afirma.

Ela diz que existem diferentes testes diagnósticos no mercado, com sensibilidade que não é plena. Também houve muitos casos de SRAG com testes de PCR negativo, mas que tinham achados clínicos e radiológicos compatíveis com Covid-19. Em outros, havia ligação epidemiológica (alguém próximo, por exemplo) com casos confirmados por laboratório.

Bierrenbach também explica que a positividade do teste de PCR/antígeno diminui conforme aumenta o tempo entre o início dos sintomas e a internação ou morte.

“A doença tem algumas fases. Na fase replicativa, é possível encontrar o vírus na naso ou orofaringe. Depois o vírus vai para os tecidos e você não consegue mais fazer um diagnóstico só com o swab nasal [amostra colhida no nariz]. E, às vezes, a doença já progrediu tanto que o vírus nem está mais presente nos tecidos.”

A pesquisadora lembra que no guia de vigilância epidemiológico brasileiro e nas recomendações da OMS (Organização Mundial da Saúde) existe a possibilidade de alocar um diagnóstico de Covid mesmo para as pessoas que não tenham a confirmação de um teste. “Não é invenção nossa.”

Segundo Bierrenbach, a metodologia usada deu um desconto para o número de casos e óbitos por SRAG que permanecem inespecificados todos os anos por falta de investimentos em testagem laboratorial nos pronto-socorros.

“No Chile, a criança chega com um quadro respiratório no hospital e eles já fazem um painel viral para identificar [o agente]. No Brasil, muitos casos ficam sem diagnóstico etiológico.”

O estudo ajustou uma outra variável: o aumento de hospitais que passaram a notificar as internações e os óbitos por SRAG. Em 2019, eram 2.641 unidades notificadoras em 935 municípios. Em 2020, esse número chegou a 6.621, representando 61,8% do total de 5.570 municípios brasileiros.

“Fazendo esses descontos, a gente acha que todos os outros casos são Covid. [A subnotificação] está no país inteiro. Não é localizada numa região só e nem numa única faixa etária, embora nas crianças a correção tenha sido maior.”

De acordo com o estudo, na faixa etária até um ano de vida, foram registradas 567 mortes atribuídas à Covid. Com o ajuste, elas subiram para 1.397. Entre 1 e 4 anos, a diferença também é grande. Foram reportadas 230 e, com a reclassificação, elas agora somam 498. Entre 5 e 9 anos, passaram de 143 para 321.

“No início da pandemia, não existia essa suspeita de que os casos eram Covid. A manifestação clínica da doença nas crianças é atípica, às vezes aparece depois dos sintomas virais e progride rapidamente para uma doença de maior gravidade e até mesmo óbito.”

Segundo ela, por conta da baixa testagem, está se perdendo chance de fazer diagnóstico precoce e, muitas vezes, as pessoas se internam tardiamente, quando a testagem já não é mais tão efetiva.

“Aí fica assim. Parece Covid, cheira a Covid, tem sintoma de Covid, tem vínculo epidemiológico, mas não tem confirmação diagnóstica.”

Para a pesquisadora, a falha em classificar os casos e mortes sem diagnóstico de laboratório é um problema importante e deveria ser tratado com melhor treinamento ou a permissão da notificação desses registros não como confirmados para Covid-19, mas como “prováveis”.

Na Inglaterra, por exemplo, os serviços de saúde consideram mortes por Covid até 28 dias após a confirmação da doença. Isso pegaria, por exemplo, eventuais mortes cardíacas ou neurológicas ocorridas por sequelas da doença.

“Aqui no Brasil, não. A gente está basicamente usando uma confirmação laboratorial. Isso em um país que não tem testagem ou a testagem chega tarde.”

Bierrenbach diz que a correção de casos e mortes feitas no estudo não surpreendeu a equipe. “Os números são chocantes, mas a gente já achava que não tinha outra explicação para esse número e casos inespecificados tão grande. Muitos pesquisadores já estavam com a pulga atrás da orelha. O nosso mérito foi dar voz a isso.”

Ela afirma que a pesquisa é até conservadora porque não leva em conta os casos leves diagnosticados, casos graves que não tiveram acesso ao diagnóstico, eventuais óbitos que ocorreram em casa ou ainda mortes em consequência da Covid (um infarto, por exemplo) depois de internação prolongada.

“Isso tudo não está contabilizado nos nossos números. Se começarmos a somar, vai longe. Os números são assustadores. Espero que eles sensibilizem a população e os nossos governantes.”

Por Folhapress

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Brasil

Trabalhadores nascidos em abril podem sacar auxílio emergencial

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O auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos.

Pelas regras estabelecidas, o auxílio será pago às famílias com renda mensal total de até três salários mínimos, desde que a renda por pessoa seja inferior a meio salário mínimo.

É necessário que o beneficiário já tenha sido considerado elegível até o mês de dezembro de 2020, pois não há nova fase de inscrições. Para quem recebe o Bolsa Família, continua valendo a regra do valor mais vantajoso, seja a parcela paga no programa social, seja a do auxílio emergencial.

 

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Brasil

A arte e dramaturgia brasileira fica mais podre. Morre aos 42 anos, vítima de covid-19, o ator e humorista Paulo Gustavo

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O ator e humorista Paulo Gustavo, de 42 anos, morreu, às 21:12h desta terça-feira (4) em decorrência de complicações causadas pela covid-19.

O artista estava internado desde o dia 13 de março, no Rio de Janeiro.

De acordo com boletim médico publicado nessa segunda (3), no domingo, o ator teve um piora no quadro de saúde após sofrer embolia, insuficiência cardíaca e lesões cerebrais, ocasionados por uma fístula bronquíolo-venosa. Paulo Gustavo deixa o marido, o médico Thales Bretas, e dois filhos.

 

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