A Académicos de Niterói abriu os desfiles do Grupo Especial neste domingo (15) com o enredo ‘Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’, que retrata a vida pessoal e carreira política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, desde a infância em Garanhuns até sua projeção internacional. O samba-enredo exaltou a superação da pobreza, o combate à fome e a ascensão social de Lula, além de mencionar símbolos do Partido dos Trabalhadores (PT), como a ‘estrela’ e o número 13, em tom celebrativo direcionado ao atual mandatário e ao país.
Dona Lindu, mãe de Lula, e Marisa Letícia, segunda esposa do presidente, foram interpretadas por atrizes. Já o papel de Lula foi representado pelo humorista Paulo Vieira, destacando a conexão entre a trajetória do ex-sindicalista e sua atuação no cenário nacional. Nomes como Zuzu Angel, Henfil, Vladimir Herzog, Rubens Paiva e Betinho também foram citados no desfile, associados à resistência política e social no Brasil.
O enredo gerou críticas por suposta propaganda eleitoral antecipada, já que Lula se posiciona como pré-candidato à Presidência neste ano. Alegorias no desfile abordaram diretamente a passagem da faixa para Dilma Rousseff em 2011, o impeachment que levou Michel Temer ao cargo e a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, representado pelo personagem ‘Bozo’, além de uma figura de palhaço gigante atrás das grades, compartilhada pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro em redes sociais.
A homenagem enfrenta questionamentos jurídicos, como o pedido de liminar negado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. O deputado federal Nikolas Ferreira criticou o desfile, sugerindo que Bolsonaro teria sido alvo de intervenções semelhantes em 2022, caso estivesse na mesma situação de Lula.


