A ação judicial iniciada pela deputada Erika Hilton contra Eduardo Bolsonaro, que a acusa de transfobia, teve novos desdobramentos. A parlamentar moveu a ação após o ex-deputado se referir a ela como "João" em postagens em suas redes sociais, após críticas recebidas. Erika Hilton requereu uma indenização por danos morais no valor de R$ 20 mil, além da exclusão imediata do post considerado ofensivo e a proibição de novas manifestações semelhantes.
Recentemente, a Justiça tinha agendado uma audiência de conciliação presencial para o dia 31 deste mês. Contudo, Erika Hilton apresentou uma petição no dia 18 de agosto solicitando a alteração dessa data. A deputada, que ocupa o cargo de Presidente da Comissão da Mulher, alegou estar em período oficial de campanha eleitoral, o que exige sua participação em compromissos relacionados à campanha.
Na petição, Erika solicitou que, caso a data original fosse mantida, fosse autorizada sua participação na audiência por videoconferência. O juiz responsável pelo caso, Rafael Crespo Maciel Machado, da 1ª Vara do Juizado Especial Cível de Vergueiro, acatou o pedido da deputada e decidiu que a audiência deverá ocorrer somente após o término do período eleitoral.
Além disso, Eduardo Bolsonaro, que se encontra nos Estados Unidos, deverá apresentar sua defesa antes da nova audiência que será agendada em breve. O ex-deputado se declara perseguido político do STF e ainda não se manifestou oficialmente sobre os desdobramentos da ação.