ACM Neto, ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao governo da Bahia, decidiu não se pronunciar sobre a crise que envolve o Senador Jaques Wagner, principal adversário do PT no estado. Wagner, que é do PT-BA, se encontra no centro de uma investigação desde quinta-feira, 19 de junho, relacionada à Operação Compliance Zero, que investiga supostas irregularidades envolvendo o Banco Master.
A escolha de Neto, que é vice-presidente do União Brasil, reflete uma avaliação estratégica de seus aliados. Eles acreditam que a postura de evitar ataques ao senador petista é a mais adequada, especialmente considerando que o ex-prefeito também mantém contratos com o Banco Master. Essa conexão levanta preocupações sobre possíveis retaliações e a necessidade de preservar sua imagem em meio ao tumulto.
Apesar da gravidade da situação, Neto e sua equipe têm se abstido de emitir críticas diretas a Wagner. O silêncio, segundo informações, se deve à intenção de não acirrar ainda mais o clima político e evitar repercussões negativas. Durante eventos e pronunciamentos recentes, o ex-prefeito tem mantido o foco em outros temas, sem direcionar comentários à crise do rival.
A decisão de ACM Neto em não se manifestar sobre a crise de Jaques Wagner também pode ser vista como uma tentativa de se distanciar do caso, minimizando riscos de associações negativas que poderiam impactar sua pré-candidatura. A situação do senador, que enfrenta investigações da Polícia Federal, é tensa e pode ter desdobramentos que afetem o cenário político na Bahia.
A Operação Compliance Zero, que visa investigar irregularidades, pode ainda trazer novos elementos à tona, complicando ainda mais a situação para Wagner. A cautela demonstrada por ACM Neto poderá ser um fator determinante para sua estratégia política nos próximos meses, especialmente com a aproximação das eleições. O ex-prefeito deve continuar monitorando a situação, enquanto busca consolidar sua imagem e a de seu partido em um ambiente político cada vez mais desafiador.