Na quinta-feira, 23 de julho de 2026, o advogado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Paulo Cunha Bueno, negou que Bolsonaro tenha atendido a uma ligação do ex-deputado Alexandre Frota durante um podcast. O advogado se manifestou em suas redes sociais, chamando a insinuação de "maldosa" e "teatral".
Durante uma transmissão ao vivo, Frota fez uma chamada de seu celular para uma pessoa cuja voz foi considerada semelhante à de Bolsonaro. Bueno destacou que o ex-presidente não mantém contato com Frota, mencionando que as razões para essa situação são evidentes e notórias.
O advogado também afirmou que Bolsonaro não tem acesso a telefones celulares, pois está cumprindo uma limitação imposta por seu decreto de prisão domiciliar humanitária. "Qualquer pessoa que ingresse na residência do presidente, incluindo prestadores de serviços, médicos e advogados, é submetida a revista prévia e deve entregar seus dispositivos eletrônicos à equipe de segurança", explicou Bueno.
Atualmente, Jair Bolsonaro cumpre uma pena de 27 anos e 3 meses em regime domiciliar humanitário, resultado de crimes contra o Estado Democrático de Direito. A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determina que não haja uso de aparelhos que possibilitem o contato do ex-presidente com o exterior.
Bueno concluiu que quaisquer insinuações sobre uma possível ligação atendida por Bolsonaro são infundadas e visam apenas criar polêmica e atrair atenção de forma oportunista.
Durante sua participação no podcast da TMC, Frota afirmou que pretendia ligar para alguém com o objetivo de "fazer as pazes". Quando a chamada foi atendida, foi possível ouvir duas vezes a palavra "alô". Internautas notaram a semelhança da voz com a de Jair Bolsonaro, e Frota, em seguida, questionou: "Cara, o que é que eu fiz?".