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Advogados de Bolsonaro pedem permissão ao Supremo para nova cirurgia

Defesa alega agravamento de saúde e sequelas de atentado de 2018 para justificar intervenções e prisão domiciliar humanitária.

Advogados de Jair Bolsonaro solicitaram ao Supremo Tribunal Federal autorização para nova cirurgia e prisão domiciliar, alegando agravamento da saúde do ex-presidente.

Os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra detido, protocolaram nesta terça-feira (9) um pedido junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que ele receba autorização para se submeter a uma nova intervenção cirúrgica. A solicitação da defesa argumenta que o ex-mandatário necessita de tratamento para uma crise de hipotireoidismo, apontada como sequela de procedimentos cirúrgicos anteriores, além de uma hérnia inguinal que demanda correção.

Segundo o pedido, citado por veículos da imprensa brasileira como o portal G1, o médico responsável informou que “o ex-presidente precisa passar por cirurgia tanto para tratar o quadro de soluços, já registrado nos autos como sequela das cirurgias anteriores, quanto pela piora do diagnóstico de hérnia inguinal unilateral, que também indica necessidade de intervenção”. A defesa pleiteia que o STF permita a Bolsonaro deixar o quarto na sede da Polícia Federal em Brasília, onde cumpre pena, para uma internação que duraria entre cinco e sete dias.

Saúde e Contexto Jurídico de Bolsonaro

Além da permissão para as cirurgias, os advogados reiteraram a solicitação para que Bolsonaro possa cumprir prisão domiciliar de caráter humanitário. Eles alegam um agravamento do estado de saúde do ex-presidente desde o atentado a faca que sofreu durante a campanha eleitoral de 2018, reforçando a necessidade de cuidados contínuos e adequados fora do ambiente carcerário.

É importante contextualizar que o ex-presidente já passou por uma cirurgia abdominal complexa em abril deste ano, que exigiu um período de três semanas de internação. Atualmente, Bolsonaro está detido na sede da Polícia Federal desde o final de novembro, após ser flagrado tentando remover com um ferro de solda a tornozeleira eletrônica que utilizava em regime domiciliar.

Sua detenção está ligada à condenação em setembro a 27 anos de prisão. A sentença foi proferida por sua participação em um plano golpista e por estimular atos que culminaram na invasão das sedes dos Três Poderes em Brasília, eventos ocorridos após sua derrota para Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições de 2022.

A defesa busca, com este novo pedido, garantir a assistência médica necessária e melhores condições de cumprimento de pena, dadas as alegações de saúde fragilizada.

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