Governo venezuelano acusa Estados Unidos de 'agressão militar' após incidentes que causaram pânico na capital e regiões próximas.
Aeronaves voam baixo em Caracas, Venezuela, com explosões. Governo acusa EUA de 'agressão militar' visando recursos naturais, gerando pânico e danos.
A capital venezuelana, Caracas, vivenciou uma madrugada de pânico neste sábado, 3 de março, com relatos de aeronaves voando em baixa altitude e a ocorrência de múltiplas explosões. Vídeos que circularam rapidamente nas redes sociais capturaram clarões no céu e ruídos intensos, que causaram apreensão generalizada entre os moradores da cidade.
A série de eventos levantou imediatamente questões sobre a segurança e a estabilidade da nação sul-americana.
Diante da escalada dos acontecimentos, o governo venezuelano emitiu um comunicado oficial, declarando que o país havia sido alvo de uma “agressão militar”. As autoridades atribuíram o ataque diretamente aos Estados Unidos, afirmando que a ação não se restringiu a Caracas, atingindo também os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Segundo a nota, o objetivo por trás dessa ofensiva seria o controle das vastas reservas de petróleo e minerais da Venezuela.
Repercussão Internacional e Acusações
Até o momento da publicação desta reportagem, o governo dos Estados Unidos não havia confirmado oficialmente sua autoria nos incidentes. Contudo, a emissora americana CBS News, citando fontes com conhecimento do assunto, reportou que o presidente Donald Trump teria ordenado os bombardeios.
Essa informação adiciona uma camada de complexidade e tensão às já delicadas relações diplomáticas entre os dois países.
Os impactos dos ataques foram sentidos diretamente na infraestrutura da capital. Relatos de agências internacionais, como a Reuters, indicam que uma área próxima à base aérea de La Carlota, na zona sul de Caracas, sofreu um corte de energia elétrica após as explosões.
Colunas de fumaça foram observadas em diversos pontos da cidade, e a Associated Press confirmou pelo menos sete detonações durante a madrugada, além do sobrevoo das aeronaves.
Testemunhas descreveram momentos de terror. Carmen Hidalgo, por exemplo, relatou à AP que o chão tremeu enquanto ela retornava de uma festa.
“O chão inteiro tremeu. Isso é horrível.
Ouvimos explosões e aviões à distância”, disse ela, descrevendo a força dos impactos como uma sensação de que o ar batia contra as pessoas, levando pedestres a correr em busca de abrigo. A situação mantém a população em alerta e a comunidade internacional atenta aos próximos desdobramentos.