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Aeroportos brasileiros necessitam de mais companhias aéreas, afirma presidente da ABR

O presidente da ABR, em entrevista, destacou que o Brasil possui a infraestrutura adequada para o setor aéreo, mas carece de competitividade para atrair...

Durante a Assembleia Geral Anual da Iata, realizada no Rio de Janeiro, o presidente da ABR (Aeroportos do Brasil), Carvalho, afirmou que o Brasil já conta com a infraestrutura necessária para o crescimento do setor aéreo. No entanto, ele ressaltou a necessidade de aumentar a competitividade para atrair mais companhias aéreas a operar no país. Segundo ele, os aeroportos brasileiros têm capacidade para processar passageiros com padrão internacional, mas ainda enfrentam desafios significativos.

Carvalho destacou que todos os aeroportos privados do Brasil possuem um déficit na capacidade de atendimento aos passageiros. Ele enfatizou que o problema atual da aviação não está relacionado à infraestrutura, que já está resolvida, mas à capacidade de tornar o mercado mais competitivo, com a inclusão de mais empresas e rotas.

O presidente da ABR também abordou a importância da tecnologia e da inteligência artificial para melhorar a segurança no setor aéreo. Ele mencionou a discussão em torno do embarque biométrico como uma das medidas que podem contribuir para a segurança dos viajantes, afirmando que essas inovações estão em uma fase de expansão e aprimoramento dos processos já existentes.

Além disso, Carvalho alertou que os problemas enfrentados pelas companhias aéreas têm um impacto direto na movimentação dos aeroportos, o que requer uma atenção cuidadosa. Ele comparou essa relação à dinâmica entre uma abelha e sua colmeia, enfatizando que o que prejudica as companhias aéreas também afeta os terminais.

Em sua análise, Carvalho revelou que, ao conversar com CEOs de companhias aéreas internacionais, eles costumam levantar três questões principais. A primeira diz respeito ao alto custo do combustível, que é considerado o mais caro do mundo. A segunda pergunta envolve a reforma tributária e como isso afetará a carga tributária que as empresas terão que arcar. Por fim, a terceira questão refere-se à cobrança de taxas sobre bagagens, um tema que vem sendo debatido há cerca de 10 anos no Brasil.

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