Ancelotti expressou sua dor pela derrota, mas reafirmou sua confiança no trabalho que está sendo realizado. "Hoje a dor é grande. Mas a confiança no que estamos construindo não muda. Vamos seguir trabalhando pela nossa Seleção. Sempre juntos. Sempre Brasil!", escreveu o treinador italiano.
A eliminação representa mais um capítulo em uma sequência negativa da seleção brasileira contra equipes europeias em Copas do Mundo. Este foi o sexto torneio consecutivo em que o Brasil foi eliminado por um adversário europeu, tendo caído anteriormente para a Croácia em 2022, Bélgica em 2018, Alemanha em 2014, Holanda em 2010 e França em 2006.
Na partida contra a Noruega, Erling Haaland foi o destaque, marcando os dois gols da equipe norueguesa. Neymar conseguiu descontar para o Brasil com um pênalti nos acréscimos do segundo tempo, após Bruno Guimarães ter perdido uma cobrança na primeira etapa.
Com essa derrota, o Brasil registra o maior jejum sem conquistar um título mundial, não vencendo uma Copa desde 2002. A performance em 2026 foi a pior desde 1990, quando a seleção também foi eliminada nas oitavas de final.
Carlo Ancelotti, que assumiu o comando da seleção em maio de 2025, teve seu contrato renovado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em maio de 2026. O novo vínculo se estende até a Copa de 2030 e prevê um pagamento de 10 milhões de euros por ano, equivalente a R$ 59,3 milhões, totalizando R$ 237 milhões até o próximo Mundial.
A Copa do Mundo, um evento esportivo privado com fins lucrativos, ocorre a cada quatro anos sob a organização da Fifa. As seleções se classificam por meio de eliminatórias, e a escolha da comissão técnica e dos jogadores é responsabilidade das entidades privadas, como a CBF no caso do Brasil. Assim, cabe à CBF determinar quem é o treinador e quais jogadores são convocados para a competição, sem qualquer influência do governo federal neste processo.