O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça que Andrés Sanchez, ex-presidente do Corinthians, utilize tornozeleira eletrônica devido ao suposto descumprimento de medidas cautelares. Ele foi denunciado em outubro por apropriação indébita, lavagem de dinheiro e falsidade de documento tributário.
Além da tornozeleira, a promotoria pediu a entrega do passaporte espanhol de Sanchez e a relação das ligações telefônicas feitas por ele entre 30 de dezembro de 2025 e 25 de fevereiro de 2026. As medidas cautelares já impostas à Sanchez incluem a proibição de se comunicar com dirigentes do Corinthians.
O promotor Cássio Conserino mencionou indícios de que o ex-presidente se encontrou com um conselheiro e fez ligações para um integrante da diretoria do clube. Também foi relatado que Sanchez frequentou o Parque São Jorge, sede social do Corinthians, em dezembro do ano passado.
A denúncia aponta que Sanchez utilizou o cartão corporativo do clube para gastos pessoais, resultando em um prejuízo estimado de R$ 480 mil. Com base em faturas do clube, o MPSP identificou diversas compras pessoais, que incluem relógios, roupas e atendimentos médicos, além de notas fiscais emitidas em seu nome, configurando falsidade de documentos.


