Especialistas apontam a fluência como diferencial crítico e oferecem caminhos práticos para brasileiros que buscam dominar o idioma.
Com 2026, a meta de aprender inglês retorna para muitos. Especialistas oferecem cinco dicas cruciais para brasileiros desenvolverem o idioma e alcançarem a fluência.
A chegada de 2026 reacende em muitos brasileiros o desejo de dominar o inglês, uma meta recorrente que, apesar da alta motivação inicial, muitas vezes esbarra na dificuldade de manter a constância. Dados do British Council revelam que apenas 5% dos brasileiros falam inglês, e menos de 1% atinge a fluência, sublinhando a urgência de investir nessa qualificação.
André Belz, CEO da Rockfeller Language Center, enfatiza que escolher o inglês como objetivo anual é uma decisão estratégica. “O domínio do inglês é hoje um diferencial crítico. Em um ambiente globalizado, profissionais que dominam o idioma têm mais acesso a inovação, conexões internacionais e oportunidades de crescimento e trabalho,” afirma Belz. Ele complementa que, do ponto de vista cognitivo, o aprendizado contínuo estimula a agilidade mental e aprimora a capacidade de resolução de problemas, tornando o inglês um investimento sólido em carreira e futuro.
Estratégias para Impulsionar seu Inglês em 2026
Para que a meta de aprender inglês finalmente saia do papel em 2026, Belz apresenta cinco dicas essenciais. A primeira é a consistência sobre a intensidade: estudar 20 ou 30 minutos todos os dias é mais eficaz do que sessões esporádicas e longas, criando ritmo e evolução contínua.
Em segundo lugar, a produção ativa é crucial. Muitos alunos apenas consomem conteúdo, mas produzir pequenos textos, áudios ou vídeos em inglês força o cérebro a estruturar frases e usar a gramática ativamente, seja por meio de um diário simples ou resumos do que foi aprendido.
A terceira dica é a imersão através de filmes, séries, podcasts, músicas e notícias em inglês. Essa prática não só treina o ouvido e amplia o vocabulário, mas também desenvolve a naturalidade com o idioma.
Em quarto lugar, é fundamental reduzir a tradução mental. Ao invés de traduzir, force o cérebro a pensar em inglês durante tarefas automáticas do dia a dia.
Nomear objetos mentalmente ou formular frases rápidas como “I’m getting ready” integra o inglês à rotina mental, acelerando o raciocínio. Por fim, estabelecer metas claras e mensuráveis é a quinta dica.
Objetivos como “aprender 10 novas palavras por semana” ou “finalizar um conteúdo específico a cada mês” tornam o processo mais concreto, aumentando a sensação de progresso e diminuindo a frustração.
No cenário corporativo atual, o inglês deixou de ser um diferencial para se tornar um requisito. Pesquisas da Catho indicam que profissionais fluentes podem alcançar salários até 60% maiores, reforçando o impacto direto do idioma na progressão de carreira.
Para Belz, investir no inglês em 2026 é um passo decisivo para construir carreiras mais sólidas e competitivas. “A fluência em inglês amplia horizontes profissionais e pessoais, conectando pessoas, aumentando a empregabilidade e preparando o aluno para ambientes de alta performance.
O idioma é uma ferramenta estratégica, capaz de transformar trajetórias e abrir portas, seja para quem busca crescimento, recolocação ou simplesmente mais confiança para enfrentar novos desafios”, conclui.