Apenas metade dos adolescentes em Pernambuco está vacinada contra HPV, diz IBGE

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Em Pernambuco, pouco mais da metade dos estudantes de 13 a 17 anos afirma já ter sido imunizada contra o HPV (Papilomavírus Humano), índice que segue a média nacional e permanece abaixo do ideal recomendado pelas autoridades de saúde. As informações são da nova edição da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta quarta-feira (25).

De acordo com o levantamento, a cobertura vacinal contra o HPV no Brasil chegou a 54,9%, registrando queda de 8 pontos percentuais em relação a 2019. Em Pernambuco, os dados posicionam o estado próximo desse patamar médio do país, sem destaque entre os melhores ou piores desempenhos, mas ainda distante de níveis considerados adequados.

A pesquisa também mostra desigualdades internas. Nacionalmente, meninas apresentam maior cobertura (59,5%) do que meninos (50,3%), embora tenham registrado uma queda mais acentuada no período. Além disso, estudantes da rede privada tendem a ter índices ligeiramente superiores aos da rede pública, padrão que também se reflete nos estados.

Em Pernambuco, 52% dos jovens de 13 a 17 anos estão vacinados contra o vírus, enquanto 60% das meninas receberam o imunizante.

Adolescentes de 16 e 17 anos têm maior taxa de vacinação (59,3%) do que os de 13 a 15 anos (52,4%). Segundo o IBGE, isso pode estar relacionado tanto à maior exposição a campanhas ao longo do tempo quanto à percepção equivocada de que a vacina só é necessária após o início da vida sexual.

Em nível regional, a pesquisa indica desigualdades entre os estados do Nordeste. Unidades como Paraíba, Ceará e Rio Grande do Norte aparecem com percentuais mais elevados de vacinação entre adolescentes, enquanto Alagoas figura entre os estados com índices mais baixos.

Um dos principais entraves identificados pela PeNSE é o desconhecimento sobre a vacina. Entre os estudantes que não se vacinaram, quase metade (49,6%) afirmou não saber que precisava tomar a dose.

Além disso, 34,6% dos adolescentes sequer sabem se foram vacinados, o que indica falhas na comunicação e no acompanhamento da imunização.

Por Diário de Pernambuco

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