O governo federal está prometendo a aprovação da MP (medida provisória) do Frete em meio a uma nova ameaça de paralisação dos caminhoneiros autônomos nesta semana.
A MP caduca na próxima quinta (16), o que motivou nova pressão por parte da classe na semana passada. A medida foi assinada pelo presidente Lula (PT) em março para tentar conter outra ameaça de greve por parte dos caminhoneiros independentes, insatisfeitos com a alta do diesel por causa da guerra no Oriente Médio.
Como barganha, o governo tem prometido a aprovação. A Secretaria-Geral da Presidência tem conversado com representantes da categoria desde então e diz ter passado a garantia de que a proposta passará no Senado, onde Lula tem enfrentado certa dificuldade.
As lideranças do governo e da oposição se reúnem nesta tarde. Os senadores Randolfe Rodrigues (PT-AP), Teresa Leitão (PT-PE) e Tereza Cristina (PP-MS) tentarão achar uma espécie de esforço conjunto para tentar virar a MP, de interesse de ambos. Sem maioria no Legislativo, o governo precisa do apoio do centrão e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para aprovar medidas.
Entre Copa do Mundo e prévia de recesso, as coisas andam paradas no Congresso. Em falas públicas, Alcolumbre também não tem mostrado muita animação quanto a aprovar projetos do Executivo. Ele e Lula estão sem relações próximas desde a rejeição de Jorge Messias ao STF (Supremo Tribunal Federal).
Fonte: UOL