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Após caos no 1º turno, Equador terá apenas contagem voto a voto para presidente

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Isso significa que a apuração será feita voto a voto e que o resultado vai demorar mais para ser conhecido

Diante das críticas ao sistema de contagem rápida, que falhou na primeira fase da disputa presidencial no Equador, o Conselho Nacional Eleitoral afirmou que o método não será usado na disputa do segundo turno, neste domingo (11).

Isso significa que a apuração será feita voto a voto e que o resultado vai demorar mais para ser conhecido. Espera-se um relatório, com as primeiras parciais, por volta das 19h (21h em Brasília), duas horas após o fechamento das urnas.

No primeiro turno, o CNE decidiu interromper a contagem rápida com quase 90% das atas contabilizadas porque verificou um empate técnico entre o banqueiro Guillermo Lasso e líder indígena Yaku Pérez.

Como consequência, os equatorianos tiveram que esperar a contagem manual. Além disso, os dois rivais pediram mais de uma recontagem das atas em várias províncias do país.

Lasso reclamou do CNE, que divulgou uma projeção quando havia 20% da contagem rápida realizada, afirmando que Pérez estava mais próximo de ir ao segundo turno.

Pérez, por sua vez, desde o primeiro dia convocou vigílias, em que apoiadores se manifestavam diante das sedes dos órgãos eleitorais. Segundo o esquerdista, seu adversário poderia recorrer a métodos fraudulentos para garantir a continuidade na disputa e, por ser um candidato milionário, teria recursos para subornar juízes eleitorais e fiscais.

No fim, o país demorou duas semanas para conhecer os candidatos que iriam ao segundo turno das eleições –e os dois pediram votos até o último momento neste domingo.

Em Quito, a capital política do país, o esquerdista Andrés Arauz apareceu animado e pediu que as pessoas saíssem de casa para exercer seu direito democrático: “Hoje começamos a escolher o destino do país, cada voto conta”.

Falando a seus apoiadores, depois de votar, disse que governará “com humildade e firmeza, para deixar a dor e o sofrimento para trás e começar uma gestão humana. Estamos tranquilos e motivados em levar o país adiante”.

O padrinho político de Arauz, o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), que vive na Bélgica, comentou o pleito nas redes sociais. “Já começaram as votações [de equatorianos] na Europa, mando minha saudação fraterna a nossos migrantes. Todos devem fazer o esforço de votar, jamais em um banqueiro [referindo-se ao opositor Guillermo Lasso], mas sim pela esperança. Andrés Arauz Presidente!”.

Na cidade costeira de Guayaquil, considerada a capital econômica do Equador, o candidato de centro-direita, Guillermo Lasso, entrou no centro de votação sob os gritos de “Lasso, presidente”, caminhando lentamente, cercado de apoiadores e familiares.

“Este é um dia de festa democrática onde todos os equatorianos nos encontramos para que, com o poder do voto, possamos escolher o futuro que viverão nossos filhos”, disse, depois de votar. “Todos desejamos um Equador de oportunidades, livre, onde todas as famílias possam alcançar a prosperidade.”

Quarto colocado no primeiro turno, com mais de 15% dos votos, o esquerdista Xavier Hervas também votou pela manhã em Quito. E pediu que os eleitores não votassem nulo ou em branco.
“Mesmo que nenhuma das propostas seja a ideal, devemos escolher aquele que esteja mais perto de nossos valores”, afirmou, na saída do colégio San Gabriel, em Quito. Hervas apoiou Guillermo Lasso neste segundo turno.

Por volta das 11h locais (13h em Brasília), Diana Atamaint, presidente do Conselho Nacional Eleitoral afirmou que não havia relatos de aglomerações nos centros de votação no país. “O ingresso aos recintos eleitorais se produz de forma fluida e organizada”, afirmou.

Por Folhapress

 

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Estudo em Israel mostra eficácia de 97% da Pfizer em evitar casos sintomáticos

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O estudo foi conduzido junto a 6.710 profissionais da área de saúde, dos quais 5.953 receberam ao menos uma dose da vacina, 5.517 receberam as duas doses e 757 não foram vacinados

Um estudo conduzido em Israel junto a profissionais da área de saúde e publicado no Journal of the American Medical Association (Jama) mostrou que a vacina contra a covid-19 produzida pela Pfizer reduziu as infecções sintomáticas pela doença em 97%, ao passo em que diminuiu as assintomáticas em 86%.

O estudo foi conduzido junto a 6.710 profissionais da área de saúde, dos quais 5.953 receberam ao menos uma dose da vacina, 5.517 receberam as duas doses e 757 não foram vacinados. Eles foram acompanhados por um período de 63 dias, entre de 20 de dezembro de 2020 e 25 de fevereiro de 2021.

Entre aqueles que foram totalmente imunizados, com duas does, a infecção sintomática por SARS-CoV-2 ocorreu em 8 profissionais, enquanto esteve presente em 38 que não foram vacinados (taxa de incidência de 4,7 e 149,8 por 100 mil pessoas, respectivamente). Isso representa uma razão de 0,03 (com 95% de confiança) ou 97% de eficácia.

Já a infecção assintomática por SARS-CoV-2 ocorreu em 19 profissionais de saúde totalmente vacinados e 17 profissionais de saúde não vacinados – taxa de incidência de 11,3 a 67,0 por 100 mil pessoas, respectivamente, numa razão de 0,14, o que resulta nos 86% de eficiência.

Assim, o estudo conclui que, entre os profissionais de saúde de um centro de saúde em Tel Aviv, Israel, a vacina da Pfizer em comparação com nenhuma vacina foi associada a uma incidência significativamente menor de infecção por covid-2 sintomática e assintomática mais de 7 dias após a segunda dose.

Por Estadão Conteúdo

 

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A custo zero, Biden rouba o holofote da China na diplomacia vacinal

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Em um único comunicado, Biden conseguiu ultrapassar a China, que vinha vencendo disparado na diplomacia da vacina

O anúncio dos Estados Unidos de apoio à suspensão de patentes de vacinas contra a Covid-19 foi um golpe de mestre diplomático de Joe Biden. Em um único comunicado, Biden conseguiu ultrapassar a China, que vinha vencendo disparado na diplomacia da vacina. E com custo zero.

Até agora, os chineses vinham acumulando “soft power” ao doar, transferir tecnologia e vender vacinas para países ao redor do mundo. Já Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia conquistaram antipatia mundial ao praticar nacionalismo vacinal -asseguraram estoques suficientes para vacinar mais do que suas populações inteiras, enquanto inúmeros países não vacinaram nem 1% de seus habitantes. Proibiram exportação de insumos, descumpriram prazos, negaram-se a doar excedente de doses enquanto não tivessem vacinado toda sua população.

E eis que, com uma canetada, Biden vira o jogo. O americano, ao se alinhar à Índia e à África do Sul pela suspensão de patentes e enfrentar as “cruéis” farmacêuticas que lucram bilhões, rouba o holofote da China e conquista boa vontade do resto do mundo. Isso sem ter doado uma única vacina a mais -ou melhor, enviou 4 milhões de doses para Canadá e México, número que, dada a magnitude do problema, é simbólico, e contribuiu para o Covax, que está muito atrasado em suas promessas.

Biden fica com o bônus político de se posicionar contra a desigualdade no acesso às vacinas. Mas o efeito da decisão é incerto.

As negociações na Organização Mundial do Comércio levarão meses, pois precisam de consenso. Mesmo que haja suspensão de patentes, é preciso garantir que as farmacêuticas transfiram também know-how, senão será difícil outros países replicarem a complexa tecnologia das vacinas da Moderna e Pfizer, por exemplo.

Por Folhapress

 

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Foguete chinês descontrolado pode cair no Brasil. Veja chances!

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Os destroços do foguete chinês CZ-5B, que está descontrolado, devem cair em solo terrestre nos primeiros minutos deste domingo (09). No entanto, não é possível afirmar com exatidão o local onde o míssil desintegrado irá despencar. Segundo a Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (BRAMON), há uma chance de 1,86% do foguete cair em solo brasileiro.

De acordo com os cálculo de Joseph Remis, os destroços tocarão a terra às 0h06 de domingo. No entanto, há uma margem de erro de até 21 horas de diferença. Caso esta margem se cumpra, o míssil terá mais uma passagem pela região Sul do Brasil, totalizando nove passagens “em cima” da região e aumentando para 1,92% as chances de cair “por aqui”.

Apesar da perda de controle dos destroços, cientistas afirmam que a maior parte do foguete será consumida pela atmosfera e, com isso, apenas as partes mais resistentes e menores, como os tanques de combustíveis, devem tocar o solo, ainda assim com velocidade bastante reduzida.

A possibilidade de cair em uma área habitada e até mesmo de ferir alguém ou causar algum dano material é muito pequena, não entanto, não pode ser desprezada.

 

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