A coluna apurou que o piloto e empresário Pedro Arthur Turra Bastos, de 19 anos, foi preso nesta sexta-feira (30/1) no Distrito Federal por decisão da Justiça, após pedido do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). A medida foi adotada no curso da investigação que apura a agressão a um adolescente de 16 anos, ocorrida na semana passada, em Taguatinga.
A prisão ocorre dias depois de Turra ter sido solto após audiência de custódia, quando pagou fiança. Desde então, o jovem agredido permanece em coma profundo, internado em estado grave e sem previsão de alta, o que reforçou a atuação do MP para pedir a prisão do investigado.
Segundo o MPDFT, os elementos reunidos ao longo da apuração indicam gravidade concreta da conduta, risco à ordem pública e a necessidade de preservar a investigação. A decisão judicial acolheu o pedido do Ministério Público.
Briga
O caso aconteceu na noite de sexta-feira (23), após uma confusão iniciada por uma brincadeira envolvendo um chiclete. A discussão evoluiu para agressões físicas, e o adolescente acabou sendo violentamente espancado. Durante a briga, a vítima bateu a cabeça em um veículo e sofreu traumatismo craniano grave.
Horas depois, o jovem foi submetido a cirurgia no crânio e, desde então, permanece em coma. A família e a defesa da vítima sustentam que a dinâmica da agressão aponta para tentativa de homicídio, e não apenas lesão corporal gravíssima.
Perfil violento
Durante as investigações, a Polícia Civil do Distrito Federal reuniu informações sobre outros episódios atribuídos a Pedro Turra. Ao todo, quatro ocorrências são analisadas:
- a agressão que deixou o adolescente em coma;
- uma briga registrada em Águas Claras, em junho;
- uma denúncia de que teria forçado uma adolescente a ingerir bebida alcoólica;
- e uma agressão em uma discussão de trânsito contra um homem de 49 anos.
Parte desses casos só veio à tona após a repercussão do episódio mais recente.
Polícia
Antes da nova decisão judicial, o delegado responsável pelo caso já havia se manifestado contra a liberdade provisória do investigado. Segundo ele, o comportamento atribuído a Turra revela padrão de violência e representa risco à sociedade.


