O apresentador Ratinho afirmou que “as leis deste país precisam ser muito mais duras contra esses covardes que cometem feminicídio”, em reação à série de episódios violentos e cruéis cometidos contra mulheres — sobretudo o mais recente que chocou o país.
O caso em questão envolveu uma mulher de 31 anos, Tainara Souza Santos, que foi atropelada e arrastada por cerca de 1 quilômetro por um carro dirigido pelo ex-namorado, após sair de um bar na zona norte de São Paulo. As imagens do crime mostram que ela foi arrastada sob o veículo e, em função da gravidade das lesões, teve as duas pernas amputadas. A vítima segue internada em estado grave. 
A brutalidade do crime provocou grande comoção pública e debate sobre o que configura verdadeira justiça para casos de violência de gênero — um debate que Ratinho retomou com sua declaração. Para ele, a legislação atual não está à altura da gravidade desses crimes.
Na mesma linha de protestos públicos, parlamentares também têm se manifestado. Senado Federal, por exemplo, defende que leis mais rigorosas sejam acompanhadas de políticas de proteção e educação — já que, como argumentam, o problema não é apenas jurídico, mas também cultural. 
O caso de Tainara se soma a uma longa lista de feminicídios e tentativas de feminicídio cotidianos no país, evidenciando a urgência de uma resposta ampla: leis mais rígidas, maior eficácia na investigação e punição, e também mudanças na cultura de machismo e violência de gênero.


