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Assista o Programa Ponto a Ponto desta terça-feira, 8 de Outubro de 2019

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Poupança ‘antiga’ rende 6,17% e bate outros investimentos conservadores

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A caderneta de poupança “velha” vale para quem mantém o dinheiro aplicado desde antes de 3 de maio de 2012

Em um mundo com Tesouro Direto, CDB, LCA, LCI, CRA, CRI e toda essa sopa de letrinhas, a concorrência ficou dura para a “vovozinha” dos investimentos conservadores, a caderneta de poupança. Para quem tem dinheiro aplicado na poupança e ainda está sujeito às regras antigas do investimento – que mudaram há pouco mais de sete anos -, o produto está ficando cada vez mais atraente nesse momento de cortes na Selic, a taxa básica de juros.

A caderneta de poupança “velha” vale para quem mantém o dinheiro aplicado desde antes de 3 de maio de 2012, quando passaram a valer as novas regras de rentabilidade. A mudança entrou em vigor para proteger os demais títulos e fundos, como o Tesouro Direto, todos indexados à Selic.

A poupança até então trilhava caminho próprio, com margem fixa de 0,5% ao mês, acrescida da Taxa Referencial (TR). Após as mudanças, todas as vezes que os juros básicos caíssem abaixo de 8,5% ao ano, o retorno ficaria em 70% da Selic, mais TR.

Para se ter uma ideia do que é ter uma poupança velha na cesta de investimentos, a variação do Certificado de Depósito Interbancário (CDI) em 12 meses foi de 6,19% – só que o investidor precisa pagar ao menos 15% de IR no resgate. Já a caderneta antiga chegou a 6,17% no mesmo período, livres de tributos.

Na comparação com opções de renda fixa, ela paga o equivalente a um CDB com retorno líquido de 120% de CDI. A reportagem pesquisou os CDBs à venda na plataforma do Yubb e não achou nenhuma opção parecida. No site do Tesouro Direto, o IPCA + 2045, rende 6,2% ao ano, mas é preciso descontar 15% de IR no saque.

“Não existe em lugar nenhum um produto melhor do que a poupança velha nem no mercado nem aqui no banco”, afirma o diretor de investimentos do Itaú Unibanco, Cláudio Sanches. “Quem tem essa poupança, não deve se desfazer desse dinheiro”, afirma.

O Banco Central (BC) não informa quanto de dinheiro está hoje aplicado na poupança velha. Sanches, contudo, estima que a proporção gire em torno de 20%, ou cerca de R$ 165,4 bilhões. O saldo total da poupança hoje é de R$ 827 bilhões.

Para os especialistas, quem tem esse investimento sabe de seu potencial e não mexe nos recursos. “Aqui no Itaú, dos R$ 125 bilhões administrados da poupança, R$ 20 bilhões são de caderneta velha. São pessoas mais velhas, às vezes com valores altos. Eles não sacam esse dinheiro”, diz Sanches.

O advogado Fábio Hastenteufe, de Venâncio Aires (RS), tem 33 anos e é dono de uma dessas cadernetas antigas. Ele começou a poupança aos 4 anos, como presente dos pais. Sabe que todo e qualquer dinheiro que tirar de lá não terá o mesmo ganho na renda fixa. “Não quero colocar minha mão nesse dinheiro. É uma grande vantagem hoje em dia”, diz.

Caso Hastenteufe tivesse sacado o aplicação para realocar o valor em um CDB de 100% de CDI logo em 2012, hoje teria um retorno acumulado de 84,1% em juros compostos. Com a poupança, essa rentabilidade é de 65,04%.

No entanto, o planejador financeiro José Raymundo de Faria Júnior, da Planejar, diz que isso não vem ao caso. “Daqui pra frente a Selic vai cair mais, pode chegar a 4%, e a diferença da poupança velha para os outros produtos crescerá ainda mais.”

Investimento ‘pop’

Atualmente, a poupança nova, que é a caderneta aberta a todos os investidores atualmente, rende 3,85% ao ano, ou pouco mais do que a inflação, que está na casa dos 3,42% ao ano, segundo o último Boletim Focus do BC. A tendência é de queda constante nesse índice, já que se espera um novo corte da Selic no dia 30 de outubro.

“Como produto, existem atualmente no mercado, opções mais sofisticadas, tão seguras quanto a caderneta, que exigem um investimento inicial pequeno, mas que buscam uma rentabilidade melhor, e possuem liquidez imediata”, afirma a professora de economia da ESPM Paula Sauer.

A professora, no entanto, pondera para a importância da caderneta como porta de entrada para o universo dos investimentos. Segundo a Anbima, 8 entre 10 investidores são adeptos da poupança. “A caderneta, como ‘avó’ dos investimentos, criou em muitos brasileiros o bom hábito de poupar. Em outras palavras: deixar de consumir para guardar dinheiro.” As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

POR ESTADAO CONTEUDO

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Trio ganha Nobel de Economia 2019 por pesquisas que ajudam combate à pobreza

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Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer desenvolveram métodos que permitem ações mais eficazes para melhorar saúde infantil e o desempenho escolar.

O americano nascido na Índia Abhijit Banerjee, a franco-americana Esther Duflo e Michael Kremer, também dos Estados Unidos, foram premiados nesta segunda-feira (14) com o Nobel de Economia por seus trabalhos no combate à pobreza.

O trio foi premiado “por sua abordagem experimental para aliviar a pobreza global”, afirmou o júri. “As descobertas da pesquisa dos premiados melhoraram drasticamente nossa capacidade de combater a pobreza na prática”, acrescentou em comunicado a Academia Real de Ciências da Suécia

Os 3 são pesquisadores do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e da Universidade de Harvard, nos EUA.

Veja alguns dos destaques do Nobel de Economia 2019:

  • Esther Duflo, de 46 anos, é a 2ª mulher e a pessoa mais jovem a receber o Nobel de Economia;                                
  • Segundo a Academia, as pesquisas do trio mostram que o problema da pobreza pode ser mais facilmente enfrentado dividindo-o em questões menores e mais precisas em áreas como educação e saúde;                              
  • Como resultado direto de um dos estudos, mais de 5 milhões de crianças se beneficiaram na Índia de programas de aulas de reforço na escola;

As pesquisas premiadas

Segundo o juri, os estudos e novas abordagens desenvolvidas pelo trio permitiram, por exemplo, ações mais eficazes para melhorar a saúde infantil e o desempenho escolar, como reformas educacionais que adaptam o ensino às necessidades dos alunos.

“Como resultado direto de um de seus estudos, mais de 5 milhões de crianças indianas se beneficiaram de programas eficazes de aulas de reforço nas escolas. Outro exemplo são os pesados ​​subsídios para cuidados de saúde preventivos que foram introduzidos em muitos países”, afirmou o comitê do Nobel, destacando ainda que as pesquisas “têm um grande potencial para melhorar ainda mais a vida das pessoas em pior situação do mundo”.

Os pesquisadores mostraram, por exemplo, em seus experimentos que as pessoas mais pobres são extremamente sensíveis a uma elevação de preço nos gastos em cuidados de saúde preventivos. Em outra pesquisa, mostraram que as taxas de vacinação triplicaram nas aldeias que foram selecionados aleatoriamente para ter acesso a clínicas móveis.

“Os laureados mostraram como o problema da pobreza global pode ser resolvido dividindo-o em uma série de perguntas menores – mas mais precisas – nos níveis individual ou de grupo. Eles então respondem cada uma delas usando um experimento de campo especialmente projetado. Em apenas 20 anos, essa abordagem tem reformulou completamente a pesquisa no campo conhecido como economia do desenvolvimento”, explicou o comitê do Nobel.

Pobreza no mundo

“Apesar das recentes melhorias dramáticas, uma das questões mais urgentes da humanidade é a redução da pobreza global, em todas as suas formas”, afirmou o comitê do Nobel em comunicado, lembrando que mais de 700 milhões de pessoas ainda vivem com rendimentos extremamente baixos.

Quem são os premiados

Abhijit Banerjee
Nasceu em 1961 em Mumbai, na Índia. Em 1988, ele conseguiu o título de Ph.D. pela Universidade de Harvard, em Cambridge, nos Estados Unidos. Ele é professor de Economia da Ford Foundation no Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

Esther Duflo
Nasceu em 1972 em Paris, na França. Ela obteve o título de Ph.D. em 1999 do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA. É a segunda mulher e a pessoa mais jovem a receber o Nobel de Economia.

Michael Kremer
Nasceu nos EUA, em 1964. Obteve o título de Ph.D em 1992 na Universidade de Harvard, nos EUA. É professor de Sociedades em Desenvolvimento na Universidade de Harvard, nos EUA.

Os 3 economistas compartilharão o prêmio de 9 milhões de coroas suecas, ou US$ 1 milhão (R$ 3,85 milhões).

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de “Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel”, foi criado em 1968. A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vem em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram anunciados na semana passada.

Vencedores do Nobel de 2019

Paz:Abiy: Ahmed Ali, primeiro-ministro da Etiópia, foi premiado por sua iniciativa decisiva para resolver o conflito de fronteira com a vizinha Eritreia, no leste da África

LiteraturaOlga Tokarczuk ganhou o prêmio referente ao ano de 2018, quando a academia cancelou a premiação após um escândalo sexual. Já Peter Handke levou o deste ano.

QuímicaJohn B. Goodenough, M. Stanley Whittingham e Akira Yoshino foram premiados pelo desenvolvimento de baterias de íons de lítio.

FísicaJames Peebles, suíços Michel Mayor e Didier Queloz foram premiados por suas contribuições para a compreensão do universo e pela descoberta do primeiro planeta fora do Sistema Solar que orbita uma estrela semelhante ao Sol.

MedicinaWilliam Kaelin, Gregg Semenza e Sir Peter Ratcliffe ganharam o prêmio pelo estudo sobre como as células detectam e se adaptam à disponibilidade de oxigênio.

Últimos ganhadores do Nobel de Economia

2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (EUA), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.

2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre “o consumo, a pobreza e o bem-estar”.

2014: Jean Tirole (França), por sua “análise do poder do mercado e de sua regulação”.

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.

Por Darlan Alvarenga, G1

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Programa Crédito Popular e criado pelo governo de Pernambuco

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Programa deve movimentar R$ 120 milhões e gerar até 80 mil empregos em Pernambuco acredita governo.

Na manhã desta quinta-feira (10), em Caruaru, o governador Paulo Câmara lançou o Programa Crédito Popular, uma linha de crédito especial que vai beneficiar mais de 40 mil empreendedores formais ou informais de todo o estado.

A iniciativa disponibiliza crédito no valor de até R$ 3 mil. A taxa é de 1,49% a.m., bem abaixo do que é oferecido pelos bancos. Para se ter uma ideia, o empréstimo no valor de R$ 1.500 é pago em 12 parcelas de R$ 137,62. Até 2022, a expectativa é de que o programa gere R$ 120 milhões em movimentação econômica e crie 80 mil postos de trabalho formais.

Durante o lançamento, uma tenda foi montada na Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Professor Vicente Monteiro para cadastrar os interessados. Para ter acesso ao crédito, é preciso apresentar identidade, CPF ou CNPJ (MEI) e comprovante de residência atualizado aos agentes de negócios da AGE. O contato com os profissionais pode ser feito pelo site age.pe.gov.br ou pelo 0800 081 8081.

Presente ao evento, o secretário estadual de Ciência Tecnologia e Inovação, e deputado estadual licenciado, Aluísio Lessa, enfatizou a importância do Programa Crédito Popular. “Muitos empreendedores necessitam apenas de um estímulo para fazer o negócio da certo. Com o Crédito Popular, empreendedores e pequenos comerciantes, que estão enfrentando por esse período de incerteza da economia, contam com o suporte do Governo do Estado para alcançar melhores resultados. É o governador Paulo Câmara trabalhando, mostrando que Pernambuco está no rumo certo”, afirmou.

O Programa Crédito Popular tem coordenação da Agência de Desenvolvimento Econômico (AD Diper), órgão ligado a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDEC), e da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), que é vinculada à Secretaria de Trabalho, Emprego e Qualificação (SETEQ).

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