Um ataque russo com mísseis balísticos atingiu Kyiv na noite passada, resultando na morte de nove pessoas, conforme informado pelos serviços de emergência da Ucrânia. Inicialmente, o prefeito da capital, Vitali Klitschko, havia reportado a morte de três indivíduos, mas esse número foi posteriormente revisado para quatro antes de chegar ao total atual.
Além das fatalidades, o número de feridos também aumentou, passando de 15 para 23, com pelo menos duas crianças entre os atingidos. Klitschko, ao divulgar as informações, fez um apelo aos cidadãos para que permanecessem em abrigos durante o alerta de ataque.
Após o ataque, um incêndio eclodiu em um edifício de seis andares localizado no distrito de Solomiansky, em Kyiv. A administração militar da cidade alertou que a ameaça de novos ataques com mísseis balísticos permanece alta e reiterou a importância de que a população siga as orientações de segurança.
Na noite anterior ao ataque a Kyiv, a situação já era grave, com oito pessoas mortas em bombardeios na região de Kryvyi Rih, sendo seis delas integrantes de uma mesma família. Outras duas vítimas foram registradas em ataques em Kiev e Poltava.
Recentemente, a Rússia tem intensificado os ataques com mísseis balísticos, e apenas alguns sistemas de defesa, como os Patriot norte-americanos, são capazes de interceptá-los. A Ucrânia enfrenta dificuldades na obtenção dos mísseis interceptadores PAC-3, cuja escassez se agravou desde que os Estados Unidos e Israel iniciaram ações contra o Irã em fevereiro. A expectativa de Kiev é produzir esses mísseis localmente após a autorização de Donald Trump, que havia sido discutida em julho.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, visitou a Casa Branca no início da semana para tratar do assunto e, em comentários recentes, Trump expressou interesse em mísseis Patriot e Tomahawk, mas assegurou que nenhuma decisão havia sido tomada. "Essas armas são incríveis. Temos que ter muito cuidado antes de permitir que alguém as produza", afirmou Trump, ressaltando que o consentimento ainda não foi dado e que as discussões continuam.