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Ataque do Talibã mata 126 pessoas em centro militar no Afeganistão

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Depois que o dispositivo foi detonado, dois atiradores entraram no campus e abriram fogo contra soldados afegãos antes de serem mortos a tiros

Mais de 100 pessoas morreram, nesta segunda-feira (21), após a explosão de um carro-bomba em uma base militar no Afeganistão. Entre as vítimas, oito são dos comandos especiais. O veículo – um Humvee blindado de fabricação norte-americana capturado pelas forças afegãs – foi atropelado por um posto de controle no centro de treinamento da Direção Nacional de Segurança (NDS) em Maidan Shahr. As informações são da SkyNews.

Depois que o dispositivo foi detonado, dois atiradores entraram no campus e abriram fogo contra soldados afegãos antes de serem mortos a tiros. “A explosão foi muito forte. O prédio inteiro entrou em colapso”, disse Sharif Hotak, membro do conselho provincial na província de Maidan Wardak.

Ele também alegou que o governo estava “escondendo números precisos de vítimas para evitar uma nova queda no das forças afegãs”.

Dois altos funcionários do Ministério do Interior disseram que números precisos das mortes não estão sendo liberados para evitar a agitação dentro das forças armadas. No entanto, um funcionário do Ministério da Defesa em Cabul disse à Reuters que 126 pessoas foram mortas, incluindo os oito comandos especiais.

O Talibã disse que o número de mortos era muito maior – um porta-voz alegando que 190 pessoas foram mortas. O grupo militante quer que o governo islâmico e a lei islâmica do Afeganistão e as forças estrangeiras saiam.

Horas depois do ataque à base militar, o Talibã encontrou-se com o enviado especial dos EUA, Zalmay Khalilzad, no Qatar. “As conversações entre os líderes do Taleban e as autoridades dos EUA começaram”, disse o porta-voz do Taliban, Zabiullah Mujahid.

Tentativas de acabar com a guerra de 17 anos no Afeganistão foram desfeitas recentemente depois que o Taleban disse que queria manter o governo afegão fora das discussões, algo que os EUA se opõem.

Por Notícias ao Minuto

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Empresas no Canadá contratam brasileiros por até R$ 16 mil mensais

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A agência de desenvolvimento econômico de Québec, no Canadá, está recrutando brasileiros para atuar com tecnologia da informação (TI), jogos virtuais, enfermagem, indústria alimentícia, mecânica e eletromecânica. A Québec International quer preencher mais de 400 vagas. Os salários variam de 44,5 mil a 68,5 mil dólares canadenses por ano, o que equivale a cerca de R$ 10,4 mil a R$ 16 mil mensais.

As inscrições podem ser feitas até o dia 17 março no site da agência. Os currículos devem estar em francês. O conhecimento do idioma, aliás, é um dos principais requisitos, segundo o site da ‘UOL’.

Após análise dos currículos, os candidatos selecionados passarão por entrevistas presenciais com as empresas contratantes. Os encontros acontecerão nos dias 27 e 28 de abril, em São Paulo.

A empresa se responsabilizará pelos trâmites para obtenção do visto dos aprovados.

Salário médio por área de atuação:

Jogos virtuais: 68,5 mil dólares canadenses por ano (R$ 192,1 mil);

TI: 66,5 mil dólares canadenses por ano (R$ 186,5 mil);

Saúde (enfermagem): 48 mil dólares canadenses por ano (R$ 134,6 mil);

Indústria alimentícia: 46 mil dólares canadenses por ano (R$ 129 mil);

Indústria (mecânica e eletromecânica): 44,5 mil dólares canadenses por ano (R$ 124,8 mil).

(Por PE notícias)

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Mundo

Quase 2 mil franceses evacuados por causa de bomba da 2ª Guerra Mundial

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Artefato estava enterrado, entre o norte de Paris e a cidade vizinha de Saint Denis, desde que foi lançado, em abril de 1944

Cerca de 1.800 moradores do norte de Paris e da cidade vizinha de Saint Denis foram retirados da região no sábado (16), para que as autoridades neutralizassem uma bomba da Segunda Guerra Mundial. O artefato, estava enterrado desde que foi lançado, em abril de 1944.

A operação deverá estar concluída ao início da tarde, uma vez que os especialistas farão explodir a bomba num buraco de sete metros de profundidade, protegido com sacos de terra, para tentar minimizar eventuais impactos.

O artefato também foi transferido do lugar onde foi encontrado, a 70 metros de distância, na manhã do domingo (17).

A bomba, de fabricação norte-americana, provavelmente lançada por um avião britânico quando Paris estava ocupada pelos nazistas, na primavera de 1944, foi localizada no último dia 4, durante a execução de obras perto de um dos corredores ferroviários da entrada da capital francesa.

A retirada dos habitantes daquela zona, num perímetro de 300 metros em redor do local onde ocorreu a operação, realizou-se entre as 6h e as 8h locais (3h e 5h do Brasil).

Além disso, as autoridades interromperam a circulação de veículos em boa parte das vias rodoviárias que atravessam a área, incluindo uma rodovia. Encerraram também linhas de metrô e trens, afetando ligações de alta velocidade internacionais, com destino a Londres e Bruxelas.

(Por Notícias ao minuto)

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Haiti volta a mergulhar em onda de protestos violentos e crise política

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Grupos armados bloqueiam estradas e ruas com entulho e pneus, impedindo a distribuição de alimentos, combustível, água potável e medicamentos, gerando escassez de produtos básicos em várias cidades

Dezesseis meses após o fim da missão de paz da ONU cujo comando militar era do Brasil, o Haiti está novamente mergulhado em uma forte onda de violência política -o mesmo motivo que desencadeou a intervenção dos capacetes azuis, em 2004.

Nos últimos dez dias, dezenas de milhares têm saído às ruas em várias partes do país exigindo a renúncia do presidente Jovenel Moise. Relatos da imprensa local têm registrado diversos mortos e feridos, mas não há um número oficial. Segundo a agência de notícias France Presse, ao menos sete pessoas morreram desde o início das manifestações.

Grupos armados bloqueiam estradas e ruas com entulho e pneus, impedindo a distribuição de alimentos, combustível, água potável e medicamentos, gerando escassez de produtos básicos em várias cidades.

Na quinta-feira (14), a embaixada do Brasil em Porto Príncipe publicou uma nota em sua página na internet aconselhando a não viajar ao Haiti. Aos brasileiros no país, a representação orientou a estocagem de alimentos e água por ao menos uma semana e a não sair de casa.

“Caso o brasileiro não esteja seguro de que é possível garantir quaisquer das condições, acima, recomenda-se sair do país tão logo possível”, afirma o comunicado.

Os protestos decorrem das crescentes dificuldades econômicas do país. As manifestações têm relacionado a estagnação ao desvio de fundos ligados ao PetroCaribe, acordo da Venezuela com governos da região para a venda de petróleo a preços subsidiados.

Uma investigação do Senado realizada no ano passado acusou ex-funcionários do governo e empresários de desviar cerca de US$ 2 bilhões (R$ 7,4 bilhões) de ajuda de Caracas.Além de grupos armados com conexões político-partidárias, os protestos em favor da renúncia do presidente têm o apoio de líderes oposicionistas, estudantes e outros segmentos sociais.

No poder desde 2017, Moise quebrou o silêncio na última quinta-feira, quando os protestos completaram uma semana. Em tom desafiador, disse, em pronunciamento à TV, que não entregará o país para “gangues armadas e traficantes de drogas”. Ele também acusou ex-aliados de se unirem a “líderes de quadrilhas procurados pela lei”.

Por outro lado, em aceno às dezenas de milhares de manifestantes, disse que escutuou “a voz do povo”. “Conheço os problemas que os atormentam. É por isso que o governo tem adotado medidas [contra a miséria].”

No sábado (16), o primeiro-ministro do Haiti, Jean-Henry Ceant, anunciou medidas para equilibrar as contas do governo, como cortes no custeio dos ministérios e “em privilégios desnecessários de funcionários do Estado”.

Esta é a terceira e mais longa onda de protestos contra Moise nos últimos meses. Em julho, um aumento no preço da gasolina gerou saques e bloqueios de rua. Em novembro, o motivo principal das manifestações foi o escândalo da PetroCaribe. 

País mais pobre do hemisfério ocidental, o Haiti sofre com a economia estagnada, déficit público e inflação anual de 15%, pressionada pela forte valorização do dólar, com impacto imediato nos preços dos alimentos, boa parte importada.

Representante da ONG Viva Rio no Haiti, o antropólogo carioca Pedro Braum afirma que os protestos guardam algumas semelhanças com a crise de 2004, que levou à queda do então presidente Jean-Bertrand Aristide, principalmente o protagonismo dos grupos armados com ramificações políticas, conhecidos como “bases”.

Braum, que coordena um projeto de polícia comunitária, explica que as bases não são os únicos atores dos protestos, mas que eles têm papel importante por controlar grande parte de Porto Príncipe.”Eles são responsáveis por cuidar dos bairros, têm contatos com políticos eleitos, e alguns fazem discurso de transformação social. Por outro lado, em época de campanha, os políticos tentam estabelecer diálogo com esses grupos para ter acesso aos bairros, apoio e, se o país estiver violento, tentar apaziguar os ânimos.”

No entanto, há diferenças importantes com a crise que levou à criação da Minustah (missão da ONU), avalia Braum: 1) não há enfrentamento aberto entre as bases e a polícia; 2) ausência, nos protestos, de grupos paramilitares pró-governo; 3) mais popular em sua época, Aristide polarizava mais o país do que o desgastado Moise.

MISSÃO BRASILEIRA

Moradora de Les Cayes (154 km a oeste de Porto Príncipe), a irmã gaúcha Santina Perin, 78, e outras duas religiosas brasileiras do Imaculado Coração de Maria ficaram oito dias em casa. No sábado (16), com o arrefecimento dos protestos pelo país, foi possível ir ao mercado para comprar comida.

“O povo está muito desgostoso, revoltado. A comida está muito cara, e a polícia não consegue dominar nem dialogar,” diz Perin, que morou no país por 22 anos e voltou na semana passada para uma curta temporada.

A religiosa diz que a missão, no país desde 1987, só não ficou sem comida porque a casa tem horta e criação de galinhas. As irmãs, porém, não planejam deixar o país. “É a hora em que o povo mais precisa de coragem e esperança.”

Por Folhapress

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