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Ataque na Nigéria mata pelo menos 70 soldados

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Pelo menos 70 soldados morreram numa emboscada”, disse as Forças Militares do país

Pelo menos 70 elementos das Forças Armadas da Nigéria foram mortos nesta segunda-feira (23), num ataque a um trem no nordeste do país, uma região que tem sido massacrada com ações violentas do grupo do Estado islâmico na África Ocidental (ISWAP). “Registramos perdas muito pesadas”, disse uma fonte militar à AFP sob anonimato.

Pelo menos 70 soldados morreram numa emboscada” na segunda-feira na região de Konduga (estado de Borno), afirmou a mesma fonte.

O Boko Haram, apesar de ser originário da Nigéria, tem uma forte presença nos países vizinhos Chade, Camarões e Níger, tendo deixado um rastro de milhares de mortos e milhões de deslocados.

O grupo foi criado em 2002 na localidade de Maiduguri, no noroeste da Nigéria, pelo líder espiritual Mohameh Yusuf, para criticar o abandono do norte do país pelas autoridades nigerianas, tendo começado por lançar ataques contra a polícia local, por representar o Estado, mas desde a sua morte o grupo radicalizou-se e juntou-se, já em 2015, ao grupo terrorista Estado Islâmico. (POR NOTÍCIAS AO MINUTO)

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Para OMS, vários países estão indo na direção errada na pandemia

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Diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus advertiu nesta segunda-feira, 13, no início de entrevista coletiva da entidade, que vários países “estão indo na direção errada” na pandemia da covid-19. A autoridade disse que as Américas continuam a ser o epicentro global da doença, com transmissão intensa, comentando que em vários países pelo mundo há uma “alta preocupante” no número de novos casos confirmados.

Ghebreyesus informou que foram reportados à entidade 230 mil novos casos da doença no domingo, sendo que 80% deles se concentram em apenas dez países. Mais ainda, 50% dos casos vieram de apenas dois países, apontou o diretor-geral da OMS, sem citar nomes – Estados Unidos e Brasil lideram a lista, nesta ordem.

O comando da OMS voltou a pedir que os governos tenham uma comunicação clara aos cidadãos sobre o problema.

“Mensagens contraditórias de líderes estão minando o ingrediente mais crítico de qualquer resposta: a confiança”, disse Ghebreyesus.

Ele insistiu também para que se recorram às medidas já comprovadas para conter a disseminação do vírus, como distanciamento social, uso de máscaras, higiene das mãos, etc. “Se as medidas básicas não forem adotadas, a pandemia irá apenas piorar e piorar”, ressaltou, comentando ainda que “não há atalhos” contra o problema. “Esperamos ter uma vacina, mas devemos agir agora.”

Ghebreyesus disse que alguns países que tiveram um primeiro pico da doenças e agora reabrem a economia têm lutado com novas ondas de transmissão. Há muitas nações que veem agora ganhos anteriores na pandemia ser revertidos, ao não seguir as medidas comprovadas, afirmou. “Temos visto (em vários países) as alas hospitalares encherem novamente”, advertiu o diretor-geral. “Se precisarmos caminhar de lockdown em lockdown, isso tem um impacto muito grande sobre as sociedades”, disse.

Por Estadão Conteúdo

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OMS registra recorde de novos casos de Covid-19 em 24 horas no mundo

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou neste domingo um aumento recorde nos casos globais de Covid-19. Ao todo, foram 230.370 novos diagnósticos confirmados em 24 horas. Os maiores aumentos aconteceram nos Estados Unidos, Brasil, Índia e África do Sul, de acordo com o relatório diário.

O recorde anterior da OMS para novos casos foi de 228.102 em 10 de julho. As mortes permanecem estáveis em cerca de 5 mil por dia. Os casos globais de coronavírus estavam se aproximando de 13 milhões no domingo, de acordo com contagem da Reuters, em meio à disseminação da doença que já matou mais de 565 mil pessoas em sete meses.

Também neste domingo, o estado americano da Flórida registrou um recorde no número de casos novos notificados em 24 horas: foram pouco mais de 15 mil, superando, assim, o pico de casos em Nova York, antigo epicentro do coronavírus nos Estados Unidos, em abril. O país vê uma escalada no número de contágios depois que diversos estados iniciaram o processo de reabertura. São mais de 50 mil novos diagnósticos diariamente.

Os EUA lideram o ranking mundial de casos e óbitos pela Covid-19: são 3,2 milhões infectados e mais de 135 mil vidas perdidas, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA). Na sequência está o Brasil, com 1,8 milhão e 71 mil mortes. A Índia, país de 1,3 bilhão de habitantes, vê o número de casos crescer exponencialmente e superou recentemente a Rússia na terceira posição em número de casos, com quase 850 mil contágios notificados. Fonte: O Globo

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Para ONU e OEA, projeto de fake news contraria acordos

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Duas correspondências oficiais com esse aviso foram enviadas ao governo brasileiro desde a aprovação do projeto pelos senadores

chamado projeto de lei das fake news, aprovado pelo Senado e em tramitação na Câmara dos Deputados, tem dispositivos que contrariam acordos internacionais dos quais o Brasil é signatário, segundo alertam autoridades da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

Duas correspondências oficiais com esse aviso foram enviadas ao governo brasileiro desde a aprovação do projeto pelos senadores. A mais recente, de 7 de julho, é assinada por Joseph Cannataci, relator especial da ONU sobre o direito à privacidade. Dias antes, também haviam se manifestado pelos canais diplomáticos oficiais o relator da ONU para a Liberdade de Expressão, David Kaye, e Edison Lanza, que exerce a mesma função na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, um dos braços da OEA.

Nas duas cartas, os autores argumentam que, se o projeto for aprovado como está, poderá violar compromissos que o Brasil assumiu com a comunidade internacional. “Embora reconheça as questões desafiadoras que o projeto procura abordar, estou seriamente preocupado com a possibilidade de que possa conter disposições contrárias à natureza dos direitos humanos e ao artigo 12 do Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e ao artigo 11 da Convenção Americana sobre Direitos Humanos”, escreveu Joseph Cannataci. O relator se referiu a dispositivos dos dois acordos que asseguram aos cidadãos proteção legal ao direito à privacidade

Especialistas brasileiros contrários ao projeto consideram que as maiores ameaças ao direito à privacidade são a previsão de rastreabilidade de comunicações pessoais e as restrições ao anonimato nas redes sociais.

O projeto determina que os provedores de aplicativos de mensagens, como o WhatsApp, devem guardar por três meses os dados sobre os conteúdos compartilhados acima de um determinado número de vezes. A obrigatoriedade de armazenamento não se refere aos conteúdos em si, mas aos chamados metadados, que indicam quem recebeu e quem compartilhou as mensagens. Esse mapeamento, segundo o projeto, poderia ser requisitado por autoridades judiciais.

Em debate sobre segurança de jornalistas brasileiros, transmitido pela internet na semana passada, Edison Lanza afirmou que a chamada rastreabilidade traz riscos para a sociedade. “Ao propor que as plataformas armazenem as mensagens dos usuários por três meses, o projeto enfraquece a criptografia”, afirmou. Ele se referiu ao processo de “embaralhamento” de dados utilizado por aplicativos para evitar que mensagens possam ser lidas durante o tráfego entre o emissor e o receptor. O conteúdo criptografado só é decifrado quando chega em seu destino.

Essa garantia de privacidade se enfraquece com a rastreabilidade porque, se algum receptor revelar algum conteúdo sigiloso, autoridades judiciais poderão exigir que o provedor forneça o mapa de seu compartilhamento. Para Lanza, essa brecha pode até ser usada para espionar as comunicações de jornalistas, por exemplo.

Debate

Nesta segunda-feira, a Câmara vai fazer a primeira discussão pública sobre o projeto aprovado no Senado. O evento será transmitido pela internet, e deve ter a participação do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Um dos participantes será o pesquisador Caio Machado, que tem feito críticas públicas à versão aprovada pelo Senado. “O projeto é muito rígido em relação a plataformas específicas, não contempla o fato de que existe um ecossistema na internet e que os conteúdos passam de uma plataforma para outra”, disse ele ao Estadão. “Ele parte da premissa de que o WhatsApp é mau, porque deveria ser um ambiente privado e não é”, afirmou.

Por Estadão Conteúdo

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