A audiência pública realizada na Alepe, nesta quarta-feira (25), abordou denúncias de escolas municipais em Pernambuco que estariam se recusando a acolher crianças neurodivergentes. O encontro foi promovido pela Frente Parlamentar em Defesa da Saúde Mental dos Pernambucanos e contou com a presença de parlamentares, mães atípicas e representantes do Governo.
Ana Keite, mãe atípica e ativista, relatou que a falta de profissionais de apoio pedagógico tem negado o direito de acesso às salas de aula para seus filhos. O Decreto Federal nº 12.686/2025 estabelece que escolas comuns devem garantir a participação de estudantes que necessitam de educação especial, mas as participantes da audiência afirmaram que essa norma não está sendo cumprida.
A professora Andreza de Castro, que tem dois filhos adolescentes autistas, destacou o esgotamento das famílias diante da escassez de suporte. Ela enfatizou a importância da luta das mães por direitos básicos, que estão sendo ignorados por autoridades. Além disso, Paulo Monte, integrante do Conselho Estadual da Pessoa com Deficiência, reforçou a necessidade de pressão contínua sobre as autoridades para a efetivação de políticas públicas.
Valdiza Soares, gestora da Coordenação de Atenção à Saúde da Pessoa com TEA e demais Neurodiversidades, apresentou ações da equipe, que inclui grupos de trabalho para desenvolver um plano de ação voltado também para autistas adultos. As mães presentes ressaltaram que a responsabilidade pela inclusão deve ser compartilhada por toda a comunidade escolar.


