A recente nomeação do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice de Flávio Bolsonaro (PL) ao Palácio do Planalto pode impulsionar a denúncia contra ele por suposto estupro de vulnerável que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).
A acusação foi apresentada em 27 de março, data que marcou o encerramento da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS no Congresso Nacional, onde Gaspar atuava como relator. A denúncia foi feita pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Cerca de um mês após a apresentação da denúncia, a Polícia Federal (PF) solicitou ao STF a abertura de um inquérito para investigar o caso. A responsabilidade pelo processo foi atribuída ao ministro Gilmar Mendes, que ocupa a posição de decano da Corte.
Gilmar Mendes, por sua vez, requisitou uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR) sobre a situação. O processo, que está sob sigilo, não teve atualizações recentes sobre a posição do procurador Paulo Gonet.
Fontes no STF indicam que a expectativa é de que o parecer da PGR seja disponibilizado em breve. Caso isso ocorra, Gilmar Mendes deverá autorizar a abertura de um inquérito formal contra Alfredo Gaspar, tornando-o oficialmente investigado no âmbito do caso.