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‘Bem do Rio’: ex-moradores de rua realizam sonho de casar na igreja

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Foi nas calçadas de Marechal Hermes, Zona Norte do Rio, que Alexandre Alcântara e Daniele Reis se conheceram e se apaixonaram, em 2016. Ele, vendedor de DVDs. Ela, mãe de dois filhos, vivendo em situação de rua. Três anos depois de começarem essa história de amor, o casal conseguiu realizar um sonho: um casamento com festa, véu, grinalda e uma casa para morar com a família.

No Dia dos Namorados, celebrado nesta quarta-feira, 12 de junho, o amor de Alexandre e Daniela abre a série “Bem do Rio“, que conta histórias de cariocas ou moradores da Região Metropolitana que, de alguma forma, têm uma relação especial com a cidade, com seus bairros e comunidades.

Alexandre Alcântara e Daniele Reis se conheceram nas ruas de Marechal Hermes há três anos e começaram uma história de amor — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Alexandre Alcântara e Daniele Reis 

Como todo conto de fadas com final feliz, a história do casal foi cheia de percalços.

Aos 14 anos, Daniele resolveu tomar uma decisão importante na sua vida: sair da casa dos pais adotivos e viver na rua. Com uma relação conturbada com o pai, a jovem diz que não teve escolha – e acabou entrando para as estatísticas. Segundo a Prefeitura do Rio, em 2018, 4.628 pessoas viviam em situação de rua na cidade.

“Meu pai me colocou para fora de casa, e eu precisava tomar essa decisão. Na rua eu tive os meus dois primeiros filhos e foi muito difícil. É muito sofrimento você ter que estar com seus filhos na rua e depender da ajuda dos outros até para comer. Quando conheci o Alexandre, eu vi que tudo poderia ser diferente, porque ele gostou dos meus filhos, e os meus filhos, dele.”

Apaixonado, Alexandre decidiu sair da casa da mãe e viver com Daniele e os filhos dela na rua.

“Eu vi algo nela que eu não sei explicar. Floresceu um sentimento dentro do meu coração e até hoje a gente está junto. Aquele era o único jeito de a gente ficar junto, na rua. E eu pensava que a gente ia viver para sempre lá”, conta.

Uma nova vida

Por meio de um projeto de ação social de uma igreja em Praça Seca, na Zona Oeste da cidade, Alexandre e Daniele conseguiram sair da situação de rua. Ganharam uma casa e também a chance de se casar oficialmente e na igreja, um sonho de criança dela.

O novo lar da família, em Engenheiro Pedreira, bairro de Japeri, trouxe uma nova perspectiva para o casal. Os dois vivem agora com três filhos: dois que ela já tinha e um terceiro, fruto do romance. Juntos, os cinco formam uma só família.

“Sair da rua muda muita coisa na vida de alguém. Hoje eu posso entrar pela porta da frente de qualquer lugar. Antes, eu era enxotado. E quero mostrar isso para os meus filhos, dessa maneira. Quero mostrar para os meus filhos que o mundo é grande a gente pode alcançar qualquer coisa”, diz Alexandre.

Alexandre Alcântara se emociona ao lembrar do passado, quando morava na rua com a mulher e os filhos — Foto: Marcos Serra Lima/G1Alexandre Alcântara 

Na nova rotina, Alexandre não deixa de sonhar. E quer andar com as próprias pernas.

“Ainda dependo de ajuda e da boa vontade das pessoas, porque estou desempregado. Para mudar isso, eu preciso de um emprego. Quero poder dar aos meus filhos as coisas com o meu trabalho e também ajudar as outras pessoas, da mesma forma como eu fui ajudado.”

Por Mateus Almeida, G1 Rio

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Brasil

Glenn Greenwald é ouvido na Câmara sobre diálogos entre Moro e procuradores da Lava Jato

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A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara ouve nesta tarde o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, editor do The Intercept Brasil. O site tem publicado uma série de diálogos do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, com procuradores da força-tarefa da Lava Jato quando era juiz responsável pelos processos da operação. As conversas sugerem que Moro orientou os procuradores, o que contraria a divisão das competências do Judiciário e do Ministério Público.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, na semana passada, o ministro disse não reconhecer autenticidade das mensagens, que evidenciariam a condução política da operação contra o PT e o ex-presidente Lula, segundo o site de notícias de Greenwald. Mesmo assim, disse não ver nada comprometedor nas conversas divulgadas até o momento. O ministro participou de audiência pública no Senado no último dia 19, em que negou ter cometido qualquer irregularidade na condução da Lava Jato.

O debate foi proposto pelos deputados Camilo Capiberibe (PSB-AP), Carlos Veras (PT-PE), Márcio Jerry (PCdoB-MA) e Túlio Gadelha (PDT-PE). Segundo os parlamentares, as reportagens assinadas por Gleen Greenwald, “jogam dúvidas contundentes sobre a imparcialidade na atuação do Juiz Sérgio Moro e de outros juízes e procuradores”. O jornalista também relatado que tem sofrido ameaças de morte desde o início da série. (Do Congresso em Foco com  informações da Agência Câmara)

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Brasil

Combate às plantações de maconha no Paraguai reduz apreensões da droga no Brasil, avalia PF

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Ações realizadas pela Polícia Federal no combate a plantações de maconha têm contribuído para a queda na apreensão da droga em todo o país, segundo a avaliação da área de repressão a drogas e facções criminosas da corporação.

Nos seis primeiros meses de 2019, as equipes da PF erradicaram 2.330 toneladas de maconha que ainda não haviam sido processadas e transportadas. Agora se sabe que a destruição das plantações está reduzindo a apreensão de maconha em operações policiais. A leitura interna é que ao destruir as plantações a oferta do produto diminuiu e menos maconha entrou no país.

Segundo dados da própria PF, houve queda na apreensão da maconha processada se comparados os cinco primeiros meses do ano de 2019 e os de 2018. Neste ano, foram 48,7 toneladas apreendidas. No mesmo período do ano anterior, a apreensão foi de 91,6 toneladas. Em 2017, o número é ainda maior, de 102 toneladas nos cinco primeiros meses do ano.

Analisados os números dos 12 meses do ano, em 2017 foram apreendidas 354 toneladas de maconha processada. Em 2018, o número de apreensões atingiu o de 268 toneladas.

Histórico de operações

Como o blog mostrou em abril, uma cooperação internacional entre o Brasil e o Paraguai permitiu a desarticulação de um esquema de plantação de maconha na região da fronteira entre os dois países.

Na ocasião, as equipes eliminaram um total de 1.132 toneladas de maconha durante uma das fases da Operação Nova Aliança. Após o processamento, a droga teria um valor estimado em US$ 33 milhões, de acordo com a Polícia Federal.

Neste mês, na 19ª fase da Operação Nova Aliança, a PF e a Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai destruíram 1.200 toneladas de maconha em plantações que ocupavam uma área total de 413 hectares. A estimativa da PF é de que, se a droga fosse comercializada, teria um valor de US$ 40 milhões.

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Brasil

Polícia prende casal por manter idosa em cárcere privado durante 20 anos em Vinhedo

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A Polícia Civil prendeu, na madrugada desta terça-feira (25), um casal suspeito de manter uma idosa em cárcere privado por pelo menos 20 anos em Vinhedo (SP). A corporação recebeu uma denúncia de estelionato contra os suspeitos, mas, quando chegou à residência, encontrou a vítima. Ela era mantida em situação análoga à escravidão e obrigada a cuidar da mãe da mulher presa, de 88 anos, sem receber nenhum salário ou benefício pela função.

De acordo com a investigação, a mulher de 63 anos pediu ajuda para os agentes e, após achar a situação estranha, a polícia conduziu o casal até a delegacia para prestar depoimento. No local, foi descoberto que a família da vítima, que é de Colorado (PR), já havia registrado um boletim de ocorrência de desaparecimento.

Os suspeitos retinham o documento da mulher com eles e entregaram aos policiais na delegacia. A idosa vivia em dois cômodos sem acesso à rua e não tinha nenhum contato com o mundo externo. Ela veio do Paraná para o estado de São Paulo para trabalhar como empregada doméstica na residência do casal, primeiro em Campinas e depois em Vinhedo, mas nunca recebeu dinheiro por isso. A vítima também já foi agredida pelos criminosos.

Ainda de acordo com a Polícia Civil, o casal usava uma conta aberta no nome da idosa para aplicar golpes em comércios no bairro Vila João XXIII, em Vinhedo. “Eles abriram a conta com a justificativa de pagar o salário dela, mas nunca pagaram e começaram a dar cheques em lojas para praticar o estelionato”, explicou a delegada.

O casal foi preso e será indiciado por estelionato, tortura e cárcere privado. Eles vão passar por audiência de custódia ainda nesta terça-feira. A mulher que era cuidada pela vítima estava muito debilitada e foi encaminhada para a Santa Casa de Vinhedo. Já a idosa que era mantida em cárcere privado foi levada para um abrigo municipal.

De acordo com a Polícia Civil, o casal e as idosas viviam em casas separadas, mas os suspeitos iam até a residência das mulheres todos os dias. A mulher tinha passagem por agressão na décadas de 1970 e o homem não tinha antecedentes criminais.

‘Nunca tinha visto isso’

A assistente social que atendeu a vítima afirmou que ficou chocada com o caso e nunca tinha visto uma situação semelhante.

“Como ela vivia nesse isolamento social, ela não sabe onde ela mora, não sabe onde fica Vinhedo, que bairro é aquele”, disse Giorgia Bezerra.

Casal foi levado para a Delegacia de Vinhedo — Foto: Reprodução/EPTV

Por G1 Campinas e Região

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