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Biden quer vacinar todos os adultos dos EUA até 19 de abril

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Os Estados Unidos anteciparam em duas semanas o prazo para que todos os 200 milhões de adultos residentes no pais sejam imunizados contra a Covid-19. A previsão é de que a vacina esteja disponível para essa parcela da população até 19 de abril. De acordo com o Centro para Prevenção e Controle de Doenças (CDC), 107.609.937 cidadãos dos EUA maiores de 18 anos tinham recebido pelo menos uma dose do imunizante até as 20h de ontem (19h em Brasília) — o equivalente a 41,7% da população dessa faixa etária. As duas doses tinham sido administradas em 62.885.968 adultos (24,4%).
Entre os idosos, os números são ainda mais impressionantes: 41.537.908 (75,9%) tomaram ao menos uma dose. Das 219.194.215 vacinas encomendadas pela Casa Branca, 168.592.075 haviam sido aplicadas. Em discurso na Casa Branca, o presidente Joe Biden anunciou a nova meta de imunização e aconselhou os cidadãos a se manterem “em pé de guerra” com o Sars-CoV-2.
“Nós sabemos o que temos que fazer. Temos que desenvolver uma abordagem governamental que reúna todo o país e nos coloque em pé de guerra, para realmente derrotarmos este vírus. E é isso que temos feito. (…) Agora, estamos administrando uma média de 3 milhões de injeções por dia, mais de 20 milhões de injeções por semana”, declarou o democrata. Biden frisou que “ainda estamos em uma corrida de vida ou morte contra o vírus”.
Antes do pronunciamento, o presidente visitou um centro de vacinação instalado no Seminário Teológico da Virgínia, na cidade de Alexandria. Conversou com médicos e com pessoas que aguardavam na fila de imunização. “Acredito que, até o fim do verão, teremos uma parcela significativa da população americana vacinada. Logo, quando tivermos (imunização) suficiente, poderemos distribuí-las (vacinas) para o resto do mundo. Você não pode construir um muro ou uma cerca alta o bastante para manter um vírus afastado”, disse Biden.
Lawrence Gostin, professor de medicina da Universidade Johns Hopkins e da Universidade Georgetown e especialista em direito de saude pública, admitiu ao Correio que o anúncio de Biden é “enormemente simbólico”. “Isso aumentará a confiança e o otimismo para um rápido retorno à vida normal”, avaliou. No entanto o estudioso vê gargalos na imunização em alguns estados. “Ter doses suficientes não é o objetivo final. O que devemos alcançar é a cobertura vacinal universal. Existem muitas pessoas nos EUA que confiam pouco nas vacinas. Elas mostram-se hesitantes e não aceitarão a imunização. O objetivo verdadeiro é aplicar as doses nos braços de todos”, comentou.
Para Gostin, se Biden for bem-sucedido, a campanha de vacinação representará uma das maiores conquistas de saúde pública em décadas. “Isso fará com que os EUA voltem rapidamente ao normal e proporcionará um grande impulso à economia norte-americana”, previu. Até o fechamento desta edição, os EUA registravam 30.841.045 casos e 556.428 mortes.
Natural de Belém (PA), Daniel Prado, 18 anos, mora em Tuscaloosa (Alabama), onde estuda engenharia aeroespacial na Universidade do Alabama. Ele contou ao Correio que conseguiu tomar a primeira dose da vacina da Moderna na semana passada. A próxima deverá ser administrada até o fim deste mês. “Enquanto me sinto extremamente aliviado e mais confiante em relação às instituições dos Estados Unidos, ainda é bastante angustiante quando entro em contato com amigos e familiares no Brasil, pois não há uma previsão sobre quando poderão receber o imunizante”, afirmou. “Meu sentimento é de injustiça, ao saber que existem milheres de brasileiros em condições críticas que necessitam da vacina. Enquanto aqui, alunos completamente saudáveis são imunizados e recebem amplo encorajamento das universidade.”
A Casa Branca descartou a imposição de qualquer forma de passaporte sanitário de vacinação contra o coronavírus nos Estados Unidos, mas disse que as empresas privadas são livres para explorar a ideia. “O governo não apoia nem apoiará agora um sistema que exige que os americanos carreguem uma credencial. Não haverá banco de dados federal de vacinas ou ordem federal que exija que todos obtenham uma única credencial de vacinação”, disse a jornalistas a secretária de imprensa, Jen Psaki. Os chamados passaportes de vacinação, que comprovam imunização contra a Covid-19, têm sido apresentados em todo o mundo como uma ferramenta potencialmente poderosa para reabrir países com segurança para reuniões em massa e viagens.
Protesto contra restrições em Roma
Comerciantes, vendedores ambulantes e proprietários de restaurantes entraram em choque, ontem, com policiais antidistúrbios durante protesto do lado de fora do parlamento, na Piazza Montecitório, em Roma. Aos gritos de “liberdade”, os manifestantes pularam a cerca de isolamento e lançaram garrafas contra a polícia, que reagiu com bombas de gás lacrimogêneo. Eles prometeram reabrir os estabelecimentos hoje, apesar das restrições sociais impostas pelo governo, por entenderem tratar-se de “questão de sobrevivência”.
Por:Diario de Pernambuco 

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Rússia celebra 60 anos da façanha de Gagarin, primeiro homem a voar ao espaço

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Os russos celebram com emoção nesta segunda-feira (12) o 60º aniversário do primeiro voo tripulado ao espaço, realizado em 12 de abril de 1961 por Yuri Gagarin, um herói soviético ainda muito admirado no país.
O presidente russo, Vladimir Putin, viajará a Engels, a pouco mais de 700 quilômetros de Moscou, o local em que o cosmonauta pousou e onde foi construído um monumento em homenagem ao voo histórico.
Em 12 de abril de 1961 às 9h07, horário de Moscou, Yuri Gagarin iniciou o voo com uma frase que entrou para a história. “Lá vamos nós”, afirmou antes de decolar a bordo de uma nave Vostok da base, então secreta, de Baikonur, na república soviética do Cazaquistão.
O voo durou 108 minutos, o tempo necessário para completar uma órbita ao redor da Terra e pousar na estepe russa.
A pequena cápsula Vostok em que o cosmonauta desceu em condições extremas será exibida no Museu da Conquista Espacial de Moscou, durante uma exposição que recebeu o nome “Primeiro” e que será inaugurada na terça-feira.
Além da cápsula, o museu exibirá objetos pessoais de Yuri Gagarin que datam de sua infância, ou de suas façanhas espaciais, como a imponente chave que usou para acionar os motores da nave, ou o assento ejetável com o qual saiu da cápsula, sete quilômetros acima do solo.
Uma exposição criada com grande pompa, que demonstra que os russos têm uma ótima imagem de Yuri Gagarin. Sua aura permanece intacta.
– Símbolo unificador dos russos –
“É talvez o único sobrenome que todos conhecem na Rússia, dos quatro aos 80 anos e ainda mais. A façanha de Gagarin é algo que unifica a Rússia”, declarou à AFP o subdiretor de pesquisas do Museu da Conquista Espacial, Viacheslav Klimentov.
Com uma mensagem de felicitações aos funcionários do setor espacial do país, o diretor da Roscomos (agência espacial), Dmitri Rogozin, afirmou que a Rússia “recorda o passado, mas também está concentrada no futuro”, e prometeu “mudanças importantes” em breve.
No domingo, Rogozin afirmou em uma entrevista a um canal de televisão que Moscou tem a ambição de enviar cosmonautas à Lua até 2030, apesar de ter um orçamento 10 vezes menor que a Nasa (a agência espacial americana).
Em 1957, a União Soviética foi o primeiro país a colocar um satélite em órbita, o célebre Sputnik, mas a viagem ao espaço de Gagarin se tornou um símbolo do domínio da URSS sobre os Estados Unidos neste âmbito.
E Yuri Gagarin, falecido em 1968, transformou-se no rosto e símbolo da conquista do espaço, não apenas na Rússia, e sim em todas as agências espaciais do mundo.
Sessenta anos depois, a Rússia continua enviando mulheres e homens ao espaço. Um foguete Soyuz, adornado para a ocasião com o perfil de Gagarin, decolou na sexta-feira de Baikonur rumo à Estação Espacial Internacional (ISS) com dois russos e um americano a bordo.
Nesta segunda-feira, os cosmonautas russos na ISS se uniram à celebração da façanha de Gagarin e saudaram os “108 minutos lendários, que viraram um exemplo de heroísmo”, afirmou um deles, Oleg Novitski.
Mas a glória espacial da Rússia perdeu o brilho. Os foguetes Soyuz continuam dignos de confiança e o país é um ator inevitável da indústria espacial. Enfrenta, porém, dificuldades para inovar e, nos últimos anos, registrou problemas, com vários lançamentos frustrados.
O país enfrenta crônicos problemas de financiamento, mas também de corrupção, sobretudo no cosmódromo de Vostochny (Extremo Oriente russo) que deve substituir Baikonur, alugado pela Rússia do Cazaquistão.
No ano passado, a Rússia perdeu o monopólio que tinha há década nos voos rumo à ISS e, agora, disputa espaço com a empresa privada americana SpaceX.
Uma nova realidade que pode provocar grandes perdas de receita para a agência espacial russa Roscosmos, embora seu diretor aposte em futuros grandes projetos, que vão da construção de uma estação lunar com a China ao desenvolvimento de uma nave ultramoderna.
Por:Mundo ao Minuto

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Pandemia já matou pelo menos 2,93 milhões de pessoas em todo o mundo

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A pandemia provocada pelo novo coronavírus já fez pelo menos 2.937.355 mortos em todo o mundo desde que foi notificado o primeiro caso na China, em final de 2019, segundo o balanço diário da agência France-Press.

Mais de 135.952.650 pessoas foram infectadas pelo novo coronavírus em todo o mundo, segundo o balanço, feito às 10:00 TMG (7:00 em Brasília) de hoje com base em fontes oficiais, sabendo-se que alguns países só testam os casos graves e outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de capacidades limitadas de testagem.

Por:Mundo ao Minuto

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Após caos no 1º turno, Equador terá apenas contagem voto a voto para presidente

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Isso significa que a apuração será feita voto a voto e que o resultado vai demorar mais para ser conhecido

Diante das críticas ao sistema de contagem rápida, que falhou na primeira fase da disputa presidencial no Equador, o Conselho Nacional Eleitoral afirmou que o método não será usado na disputa do segundo turno, neste domingo (11).

Isso significa que a apuração será feita voto a voto e que o resultado vai demorar mais para ser conhecido. Espera-se um relatório, com as primeiras parciais, por volta das 19h (21h em Brasília), duas horas após o fechamento das urnas.

No primeiro turno, o CNE decidiu interromper a contagem rápida com quase 90% das atas contabilizadas porque verificou um empate técnico entre o banqueiro Guillermo Lasso e líder indígena Yaku Pérez.

Como consequência, os equatorianos tiveram que esperar a contagem manual. Além disso, os dois rivais pediram mais de uma recontagem das atas em várias províncias do país.

Lasso reclamou do CNE, que divulgou uma projeção quando havia 20% da contagem rápida realizada, afirmando que Pérez estava mais próximo de ir ao segundo turno.

Pérez, por sua vez, desde o primeiro dia convocou vigílias, em que apoiadores se manifestavam diante das sedes dos órgãos eleitorais. Segundo o esquerdista, seu adversário poderia recorrer a métodos fraudulentos para garantir a continuidade na disputa e, por ser um candidato milionário, teria recursos para subornar juízes eleitorais e fiscais.

No fim, o país demorou duas semanas para conhecer os candidatos que iriam ao segundo turno das eleições –e os dois pediram votos até o último momento neste domingo.

Em Quito, a capital política do país, o esquerdista Andrés Arauz apareceu animado e pediu que as pessoas saíssem de casa para exercer seu direito democrático: “Hoje começamos a escolher o destino do país, cada voto conta”.

Falando a seus apoiadores, depois de votar, disse que governará “com humildade e firmeza, para deixar a dor e o sofrimento para trás e começar uma gestão humana. Estamos tranquilos e motivados em levar o país adiante”.

O padrinho político de Arauz, o ex-presidente Rafael Correa (2007-2017), que vive na Bélgica, comentou o pleito nas redes sociais. “Já começaram as votações [de equatorianos] na Europa, mando minha saudação fraterna a nossos migrantes. Todos devem fazer o esforço de votar, jamais em um banqueiro [referindo-se ao opositor Guillermo Lasso], mas sim pela esperança. Andrés Arauz Presidente!”.

Na cidade costeira de Guayaquil, considerada a capital econômica do Equador, o candidato de centro-direita, Guillermo Lasso, entrou no centro de votação sob os gritos de “Lasso, presidente”, caminhando lentamente, cercado de apoiadores e familiares.

“Este é um dia de festa democrática onde todos os equatorianos nos encontramos para que, com o poder do voto, possamos escolher o futuro que viverão nossos filhos”, disse, depois de votar. “Todos desejamos um Equador de oportunidades, livre, onde todas as famílias possam alcançar a prosperidade.”

Quarto colocado no primeiro turno, com mais de 15% dos votos, o esquerdista Xavier Hervas também votou pela manhã em Quito. E pediu que os eleitores não votassem nulo ou em branco.
“Mesmo que nenhuma das propostas seja a ideal, devemos escolher aquele que esteja mais perto de nossos valores”, afirmou, na saída do colégio San Gabriel, em Quito. Hervas apoiou Guillermo Lasso neste segundo turno.

Por volta das 11h locais (13h em Brasília), Diana Atamaint, presidente do Conselho Nacional Eleitoral afirmou que não havia relatos de aglomerações nos centros de votação no país. “O ingresso aos recintos eleitorais se produz de forma fluida e organizada”, afirmou.

Por Folhapress

 

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