Artistas usam a 68ª edição do Grammy Awards como plataforma para protestar contra a agência de imigração dos EUA (ICE) e expressar solidariedade aos imigrantes.
No Grammy, Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean lideraram protestos contra o ICE, defendendo imigrantes. A cerimônia tornou-se um palco de fortes manifestações políticas.
A cerimônia do Grammy Awards, uma das maiores vitrines da indústria musical, transformou-se em um palco de protestos políticos nesta semana. Diversos artistas aproveitaram a ocasião para criticar as ações da agência de imigração dos Estados Unidos, o ICE (Immigration and Customs Enforcement), e manifestar apoio irrestrito a imigrantes.
Durante a premiação, figuras como Billie Eilish, Bad Bunny e Olivia Dean usaram seus momentos de glória para enviar mensagens poderosas. Outros, a exemplo de Justin Bieber e Kehlani, chamaram a atenção ao exibir broches com o slogan “ICE out” no tapete vermelho, ecoando protestos recentes em diversas cidades americanas.
Ao receber o prêmio de Canção do Ano por “Wildflower”, gravada em parceria com o irmão Finneas, Billie Eilish proferiu um discurso incisivo. “Ninguém é ilegal em uma terra roubada”, declarou a cantora, incentivando a continuidade dos protestos.
Em um momento que teve o áudio censurado pela emissora CBS, ela encerrou sua fala com uma crítica contundente ao ICE. Eilish já havia sido alvo de escrutínio do Departamento de Segurança Interna por suas posições nas redes sociais.
Bad Bunny também utilizou o palco para se posicionar de forma veemente. Vencedor na categoria Melhor Música Urbana com “Debí Tirar Más Fotos”, o artista caribenho declarou: “Antes de agradecer a Deus, quero dizer: fora com o ICE”.
A afirmação foi recebida com aplausos de pé. Ele prosseguiu, enfatizando que imigrantes “não são animais nem alienígenas, são humanos”, defendendo que o ódio deve ser combatido “com amor”.
Mais tarde, ao conquistar o prêmio de Álbum do Ano, ele dedicou uma frase em inglês às pessoas que buscam novas oportunidades fora de seus países de origem.
Na mesma linha de solidariedade, Olivia Dean, que foi premiada como Artista Revelação, destacou suas raízes familiares. “Estou aqui como neta de imigrantes.
Sou fruto da coragem deles”, afirmou Dean, complementando com a mensagem universal: “Não somos nada uns sem os outros”.
Além dos vencedores, outros nomes influentes da música, como Hailey Bieber, Joni Mitchell, Finneas e Amy Allen, também se manifestaram publicamente contra o ICE ao longo da noite. A 68ª edição do Grammy, realizada na Crypto.com Arena, em Los Angeles, ficou marcada não apenas pelas celebrações artísticas, mas também pelo forte e coeso tom político adotado por uma parte significativa dos artistas presentes, reafirmando o papel da arte como vetor de conscientização social.


