Um detalhe curioso voltou aos holofotes: o bolo servido no casamento da rainha Vitória, em 1840. O bolo entrou para a história não apenas pelo tamanho monumental, mas também pela longevidade. A grande pergunta que intriga curiosos e amantes da realeza é: ainda daria para comer uma fatia?
A cerimônia aconteceu na Chapel Royal do St James’s Palace, em Londres, e foi cuidadosamente planejada para ser mais do que uma celebração romântica. Tratou-se de um evento político, simbólico e internacional. O bolo acompanhou essa grandiosidade.
Com cerca de três metros de diâmetro e pesando aproximadamente 136 quilos, a receita elevou o tradicional fruit cake britânico a outro nível. A estrutura tinha três andares, cobertura espessa branca e esculturas de açúcar representando símbolos nacionais, figuras alegóricas e até referências a fidelidade conjugal.
Por dentro, ingredientes típicos da época vitoriana: frutas cristalizadas, cerejas, creme amanteigado, baunilha e bastante licor de qualidade — um fator importante quando falamos em conservação. Tecnicamente, bolos ricos em álcool e açúcar têm maior durabilidade. O teor alcoólico age como conservante natural, e a alta concentração de açúcar reduz a atividade de microrganismos. É por isso que bolos de frutas são tradicionalmente associados a longos períodos de armazenamento.


