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Política

Bolsonaro chega ao Congresso como presidente eleito: ‘Muito feliz’

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Ele participa de evento em comemoração aos 30 anos da promulgação da Constituição

presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), chegou há pouco no Congresso Nacional, onde participará de um evento em comemoração aos 30 anos da promulgação da Constituição.

“Estou muito feliz”, disse ele sobre voltar ao Congresso.

Bolsonaro chegou escoltado por agentes da Polícia Federal que cuidam de sua segurança. Ao menos dois da equipe já estavam no salão azul, no Senado, esperando sua entrada. Ele contou com um aparato da Polícia Legislativa, que o conduziu na entrada ao Senado.

Ao lado de Gustavo Bebianno e do general Augusto Heleno (futuro ministro da Defesa), ele foi direto ao gabinete da presidência do Senado, onde Eunício Oliveira (MDB-CE) o esperava.

Esta é a primeira vez que Bolsonaro vem a Brasília desde o fim da eleição. Deputado federal, a última vez que ele esteve no Congresso foi em 5 de setembro, véspera do atentado a facada em Juiz de Fora (MG), durante ato de campanha. Ele foi convidado para o evento como deputado federal.

O presidente eleito passará os próximos dois dias na capital federal, onde se reunirá com os chefes dos Três Poderes. Ele chegou hoje à capital em um voo com avião da FAB (Força Aérea Brasileira).

A previsão é de que ele vá ainda nesta terça (6) ao CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), onde funcionará o gabinete de transição.

Na quarta, Bolsonaro se reúne com o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, pela manhã e com o presidente Michel Temer à tarde. A expectativa é de que ele faça anúncios no fim do dia.

Por Folhapress.

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Política

Post de filho de Bolsonaro citando Moro faz Maia ‘explodir’

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“Há algo bem errado que não está certo!”, escreveu Carlos no Twitter

Um post do vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), na manhã dessa quinta-feira, 21, fez o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), explodir quando já estava irritado ao saber da prisão de seu sogro, o ex-ministro de Minas e Energia Moreira Franco. Maia procurou interlocutores no governo que alertaram o presidente Jair Bolsonaro de que era preciso conter Carlos sob o risco de o deputado abandonar a articulação para aprovação da reforma da Previdência.

Tudo porque o filho “zero dois” de Bolsonaro compartilhou, nas redes sociais, a resposta do ministro da Justiça, Sérgio Moro, à decisão de Maia de não priorizar o pacote anticrime, que prevê medidas de combate à corrupção. “Há algo bem errado que não está certo!”, escreveu Carlos no Twitter.

O texto acompanhava nota de Moro, divulgada na noite de quarta-feira, 20, rebatendo ataques de Maia à insistência em apressar a tramitação do projeto. “O povo brasileiro não aguenta mais”, afirmou Moro. No Instagram, Carlos lançou uma dúvida: “Por que o presidente da Câmara está tão nervoso?”

No sábado, 16, em um churrasco na casa de Maia, um interlocutor também já havia dito a Bolsonaro que ou ele dava “um basta” na guerra pelas redes sociais ou a situação ficaria complicada para o governo. O recado foi o de que até mesmo ele poderia ser considerado avalista das agressões virtuais. Bolsonaro respondeu que não tinha como controlar seus milhões de seguidores.

Fiador

Maia é o fiador da reforma da Previdência na Câmara e, se quiser, pode prejudicar a tramitação do texto. Até agora, o deputado também estava ajudando a construir a base aliada.

No auge da irritação, nessa quinta-feira, Maia disse que não entendia por que estava sendo atacado. “Estou aqui para ajudar. Se acham que estou atrapalhando, eu saio”, avisou.

(Por O Estado de S. Paulo)

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Política

Temer deve ser ouvido por delegado considerado seu ‘maior inimigo’

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A rodada de oitivas terá a presença do delegado da Polícia Federal Cleyber Malta

CAMILA MATTOSO E CATIA SEABRABRASÍLIA, DF, E RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Os dez investigados presos pela Lava Jato devem prestar depoimentos na manhã desta sexta-feira (22). A rodada de oitivas terá a presença do delegado da Polícia Federal Cleyber Malta, eleito por Michel Temer como seu maior inimigo há cerca de um ano e meio.

Pela programação anunciada pela PF, Malta chega ao Rio por volta de 9h30 e vai colher o depoimento do ex-presidente, preso nesta quinta-feira (21).

A assessoria jurídica do político foi surpreendida com a informação nesta manhã e vai tentar evitar que ele seja ouvido.

O delegado investiga Temer desde o fim de 2017, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) autorizou a abertura do inquérito dos portos, sobre propina no setor portuário.

Desde então, o emedebista não poupou Malta e diversas vezes o atacou ou criticou a apuração por ele conduzida.

O inquérito foi finalizado e relatado no fim de 2018, com dez indiciados, entre eles Michel Temer -que depois também foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República.

No período de quase um ano em que foi alvo no caso dos portos, o ex-presidente se mobilizou nos bastidores na tentativa de derrubar o delegado e, publicamente, fez duros discursos.

Ele dizia ser alvo de perseguição por parte de Malta.

Em janeiro de 2018, por exemplo, o emedebista escreveu que faltava isenção e imparcialidade na condução do inquérito e que o policial havia faltado com respeito e tinha sido agressivo.

A mensagem de Temer fazia referências às 50 perguntas enviadas a ele pela PF, sobre portos.

A lista de questionamentos foi assinada por Malta.

“Eminente ministro, antes de prestar os esclarecimentos pertinentes a cada questão, peço vênia para realçar, data vênia, a natureza ofensiva de algumas delas. Na verdade elas denotam absoluta falta de respeito e de urbanidade e principalmente ausência das necessárias imparcialidade e isenção por parte de quem deve buscar a verdade real e não a confirmação de uma imaginada responsabilidade”, afirmou o político numa espécie de introdução para Luis Roberto Barroso, relator do inquérito.

Já em uma das respostas, Temer foi ainda mais incisivo: atacou a “impertinência da pergunta” que, segundo ele, colocava “em dúvida” sua “honorabilidade e dignidade pessoal”.Em abril de 2018, entre diversas críticas, o à época presidente fez um duro pronunciamento no Palácio do Planalto e exigiu a abertura de apuração para saber sobre vazamentos do inquérito.

A declaração foi feita em resposta à reportagem publicada pela Folha que mostrava que a polícia suspeitava já naquele momento que Temer tinha lavado dinheiro de propina.

Mesmo sem ter citado nominalmente Malta, o discurso foi interpretado pela PF como uma tentativa de constranger o delegado.

Em junho do ano passado, a defesa do político chegou a cogitar um pedido formal de afastamento do policial, mas acabou desistindo por achar que não teria sucesso.

Apesar da ofensiva, Temer acabou indiciado no inquérito e ainda sofreu outro revés: mesmo com duas mudanças na direção-geral da PF, Malta continuou no grupo que investiga crimes de políticos, e ainda foi promovido a chefe dessa equipe.

Por causa disso, o delegado coordenou a operação desta quinta-feira (21). Ele estava em São Paulo, comandou as prisões, mas por decisão da direção da PF, não participou pessoalmente da de Temer, com a finalidade de evitar desgaste e exposição.

Por Folhapress

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Política

Senador Fernando Bezerra emite nota oficial pela prisão de Michel Temer

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Com tristeza, recebemos, nesta quinta-feira, dia 21 de março, a notícia da prisão preventiva do ex-presidente da República Michel Temer. Neste momento, reiteramos a nossa confiança nas instituições e esperamos que os fatos investigados sejam esclarecidos.

Senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE)

(Por Finfa)

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