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Política

Bolsonaro completa um ano sem partido e muitas incertezas

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Um feirão partidário se abriu para Jair Bolsonaro depois de seu papelão no primeiro turno das eleições municipais. Líderes de siglas do centrão enxergaram um presidente enfraquecido pela falta de estrutura política e fizeram convites de filiação ao chefe do Planalto.

Até agora, os acenos partiram de legendas que passaram a compor o núcleo da nova base de Bolsonaro no Congresso: o PP do senador Ciro Nogueira, o PL do ex-deputado Valdemar Costa Neto e o Republicanos, que atualmente hospeda dois dos três filhos políticos do presidente.

O caminho escolhido por Bolsonaro deve fazer pouca diferença por enquanto, assim como não foi determinante sua passagem pelo partido de aluguel que serviu de veículo para a candidatura de 2018. Ainda que seja alvo de assédio de algumas siglas, seu projeto de poder é individual.

O presidente vive num vazio partidário há um ano, quando perdeu uma disputa pelo controle do PSL e decidiu deixar a sigla. Usou o peso de sua popularidade e agitou militantes fiéis, mas fracassou na missão de coletar assinaturas para criar a própria legenda —num país em que até burocratas inexpressivos chegam lá.

Bolsonaro precisará de uma legenda para tentar a reeleição em 2022. As siglas de seus amigos do centrão parecem sedutoras porque contam com uma máquina consolidada e uma fatia razoável do fundo de financiamento de campanhas. A decisão seria óbvia, mas a relação de desconfiança entre os dois lados pode inviabilizar um acordo.

Aliados aconselham o presidente a repetir a busca por um partido pequeno. A justificativa é a dificuldade que Bolsonaro (já driblado pela cúpula do ex-nanico PSL) teria em quedas de braço com caciques experimentados das siglas maiores.

As incertezas sobre o destino do presidente reforçam algumas de suas características mais marcantes: a inabilidade política, a inconsistência ideológica e o personalismo. Mesmo que encontre uma casa nova para os próximos anos, suas alianças permanecerão instáveis.

 

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Política

XP/Ipespe: 37% aprovam Bolsonaro e 34% reprovam

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A popularidade do presidente Jair Bolsonaro oscilou negativamente, dentro da margem de erro, em novembro, apontou pesquisa XP/Ipespe divulgada nesta segunda-feira. Segundo a sondagem, a diferença de 8 pontos percentuais entre as avaliações positiva e negativa registrada em outubro caiu para 3 pontos percentuais.

Em novembro, 37% avaliaram o governo como ótimo ou bom, ante 39% em outubro. Os que consideram o governo ruim ou péssimo oscilou para 34%. Um mês atrás, foram registrados 31%.

A avaliação sobre a condução da economia apresentou piora. Dentre os entrevistados, 52% responderam que a economia do país está “no caminho errado”. Em outubro, eram 47%. Outros 35% responderam que a economia está “no caminho certo”, ante 39% em outubro.

A sondagem abordou ainda a expectativa sobre a pandemia de coronavírus e 77% responderam que o Brasil ainda irá enfrentar uma segunda onda da doença. Outros 19% consideram que o país não passará por uma nova leva de Covid-19.

Houve uma redução no número de entrevistados que consideram que o pior da pandemia já passou. Em outubro, eram 64%, agora são 46%. Os que responderam que “o pior ainda está por vir” chegam a 47%, frente os 30% registrados no mês passado.

A avaliação da atuação de Bolsonaro no enfrentamento à pandemia também oscilou negativamente dentro da margem de erro. O grupo dos que avaliam a atuação como ótima ou boa caiu de 30% para 25%. Os que a consideram ruim ou péssima oscilou de 47% para 49%.

A pesquisa entrevistou 1.000 pessoas em todo o território nacional entre 18 e 20 de novembro. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais. (Do Terra)

 

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Política

Recife: trocar seis por meia dúzia

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Isso é o que vai acontecer no Recife no dia 29 de Novembro.

Recife ficou sem opção, está entre a cruz e a espada! O que será da nossa Veneza brasileira? – sair de uma situação ruim e ir para um pior, será que é disto que os meus conterrâneo recifenses precisam? fico imaginando o que se passa nas mentes de pessoas politizadas, aquelas que tem condições de pensar na política, aqueles cidadãos que votam de forma consciente, o que irão fazer no próximo domingo(29).

A politica do Recife vive mergulhada em um oceano de corrupção, parece que chegou ao fim do poço e o que temos para tirá-lo, é uma corda fraca, sem nenhuma condições de sustentar o peso do seu próprio corpo. Ficamos triste, mais sabemos que o culpado de tudo isso, somos nós mesmos, pois temos os governantes que merecemos, já que o poder demanda do povo.

Acho que a questão ai não é apenas o Partido, pois não acredito neles, acredito nas pessoas que os compõe. E nesse casso específico, não temos muita opções e as que temos não inspiram confiança. Então o que fazer?.

Dois jovens com experiência política, mas sem nenhuma experiência administrativa. Duas pessoas ambiciosas, que durante suas trajetórias políticas, não demonstraram nada de concreto, que possa atestar suas capacidades administrativas. Gerir uma grande Cidade como é o Recife, é muito diferente do que ficar em um gabinete, seja de vereador, deputado ou algo que o valha.

Podre dos recifenses, estão em a cruz e a espada, pensando até o domingo 29 de Novembro de 2020, onde terão que escolher entre os dois piores, que irão se beneficiar ao vencer a corrida eleitoral da capital pernambucana.

Silva Lima – Eleitor pensador

 

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Política

Com empresário de Roberto Carlos, Moro prepara ‘turnê’ pelo país

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Na primeira noite de dezembro do ano passado, quando aglomerações ainda não eram um risco para a saúde pública, cerca de mil pessoas lotaram a Ópera de Arame, palco mais conhecido de Curitiba. Elas estavam no local para a gravação do especial de fim de ano do cantor Roberto Carlos, tradição responsável por lembrar aos brasileiros que é hora de olhar adiante.

Foi nesse contexto que Sergio Moro, então ministro da Justiça, ganhou uma salva de palmas oferecida pelo “Rei” e conheceu o empresário Dody Sirena, responsável pela carreira do músico há 27 anos e, agora, figura determinante para os próximos passos do ex-juiz da Operação Lava-Jato.

Conforme adiantou o colunista Lauro Jardim, de O Globo, Moro fechou um contrato para que a empresa Delos Cultural administre sua imagem e a carreira como palestrante corporativo. A Delos é um braço voltado à área do conhecimento dentro da DC Set, que tem Sirena como sócio-fundador e já atuou junto a uma constelação nacional e internacional, que inclui desde Michael Jackson a Fafá de Belém, passando, é claro, por Roberto Carlos.

Cinco meses após o empresário e o ministro terem sido apresentados, Moro deixou o governo de Jair Bolsonaro e passou a ser cotado como presidenciável para as eleições de 2022. Além do presidente como um adversário político, Moro ganhou, naquele fim de abril, tempo livre na agenda antes ocupada pelas atribulações de seu “superministério”, onde cuidava também da Segurança Pública. Foi então que a DC Set o procurou.

— Já admirávamos Moro pela liderança que sempre exerceu no combate à corrupção, afirma Rodrigo Mathias, CEO da DC Set, descrevendo a personalidade do ex-ministro, para além da seriedade: — A relação pessoal mostrou um lado humano, sensível e descontraído do ex-ministro, que não imaginávamos. Foi uma grata surpresa.

‘Vida fora da política’

Entre os projetos previstos pela empresa e por Moro para os próximos meses, estão uma sequência de ao menos dez palestras corporativas e o lançamento de um livro pela editora Sextante, previsto para abril. A obra, que ainda está sendo escrita, abordará temas de corrupção e compliance, amplamente tratados por Moro enquanto palestrante.

— A passagem pelo ministério agrega-se à experiência na magistratura e na Lava-Jato. A mensagem principal é fazer a coisa certa, não importam as circunstâncias. Pode-se perder o cargo, mas não a alma, afirmou Moro, em entrevista ao GLOBO.

O lançamento do livro, conforme explica Rodrigo Mathias, envolverá uma turnê de lançamento em capitais brasileiras e no exterior. Ainda que o CEO da DC Set afirme que “não existe qualquer pretensão política” na parceria com Moro, é provável que a peregrinação funcione como um termômetro para a eleição presidencial do ano seguinte. É o que avaliam aliados do ex-juiz, embora o próprio afaste a relação entre a nova parceria e uma candidatura ao Planalto.

— Quando se lança um livro, é natural promover o lançamento. Uma das formas de divulgação é a realização de palestras que poderão ser virtuais ou presenciais. Não é e nem será uma campanha política. Há vida fora da política, pontua o ex-ministro, que se encontrou recentemente com o apresentador Luciano Huck, despertando rumores de que ambos formariam uma chapa na disputa pelo Planalto.

A possibilidade de que os eventos sejam virtuais considera a indefinição sobre a vacinação contra a Covid-19 no país. Moro defende que a pandemia seja tratada “com responsabilidade” e se prepara para discursar descontraidamente, ainda antes do lançamento do livro, porque considera que o ambiente digital pode ser cansativo.

Antes de Moro, a mulher dele, Rosângela Wolf Moro, chega às prateleiras das livrarias este mês com a obra “Os dias mais intensos — Uma história pessoal de Sergio Moro”, da editora Planeta. Nela, os bastidores da vida pública do ex-ministro são relatados sob o ponto de vista da advogada, com quem ele vive há 21 anos.

 

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