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Bolsonaro tem diagnóstico de duas hérnias e defesa pressiona por cirurgia

Ex-presidente, detido desde novembro, enfrenta recusa de Alexandre de Moraes para internação imediata, enquanto defesa insiste em procedimento e prisão domiciliar humanitária.

Jair Bolsonaro foi diagnosticado com duas hérnias inguinais, necessitando de cirurgia. A defesa pressiona pela internação, mas Alexandre de Moraes negou o pedido inicial.

O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na sede da Polícia Federal desde novembro, foi diagnosticado com duas hérnias inguinais e deve passar por cirurgia. A informação foi divulgada no domingo pelo advogado João Henrique de Freitas, que integra sua defesa, após uma ecografia realizada com um aparelho portátil de ultrassom no local da detenção.

De acordo com Freitas, a equipe médica que avaliou Bolsonaro recomendou a cirurgia por considerá-la o único tratamento definitivo para o problema. A necessidade do procedimento já havia sido apontada em exames anteriores, conforme declaração de Carlos Bolsonaro, filho do ex-presidente, que divulgou a situação nas redes sociais.

Decisão de Moraes e Reação da Defesa

A defesa de Bolsonaro solicitou autorização para que o ex-presidente fosse internado e operado. Contudo, o ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido inicial, determinando que fossem apresentados novos exames.

A decisão gerou críticas por parte de Carlos Bolsonaro, que comparou a situação a de outros detentos, alegando disparidade nas exigências médicas.

Moraes argumentou que o ex-presidente tem recebido atendimento médico contínuo desde que foi levado à Polícia Federal e que não há indicação de qualquer emergência que justifique uma cirurgia imediata. O ministro também destacou que os exames apresentados pela defesa eram antigos, sendo o mais recente de três meses atrás, sem uma indicação clara de urgência.

Por essa razão, Moraes determinou que a Polícia Federal providencie uma nova e atualizada avaliação médica para Bolsonaro.

Além das hérnias, Bolsonaro, de 70 anos, lida com outras condições de saúde, como crises recorrentes de soluços, um câncer de pele em estágio inicial e sequelas das cirurgias abdominais a que foi submetido após a facada durante a campanha eleitoral de 2018.

O ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão, está detido desde o fim de novembro, quando tentou remover a tornozeleira eletrônica. A defesa e seus familiares continuam a pressionar pela concessão de prisão domiciliar humanitária, alegando o estado de saúde fragilizado de Bolsonaro como justificativa para o benefício.

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