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Política

Bolsonaro diz que ‘nunca’ duvidou que sancionaria lei de maus-tratos de animais

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Após questionar o aumento da pena para quem praticar maus-tratos contra cães e gatos em lives na Internet e chegar até a dizer que lançaria uma pesquisa com internautas sobre o assunto, o presidente Jair Bolsonaro disse nesta terça-feira que jamais duvidou de que sancionaria o projeto de lei que elevou a pena para quem praticar esse crime para entre dois e cinco anos de reclusão. O projeto foi sancionado nesta terça-feira, sem vetos.

— Eu nunca tive dúvidas se eu ia sancionar ou não até porque eu fiquei sabendo da aprovação do teu projeto pela primeira-dama (Michelle Bolsonaro). E ela perguntou em casa: “Já sancionou?” Eu falei: Você tá dando uma de Paulo Guedes que manda eu sancionar imediatamente os projetos que tem relação com a economia. O Paulo eu obedeço. Que dirá você — disse Bolsonaro na cerimônia que marcou a sanção da lei.

A declaração do presidente de que nunca teria “duvidado” de que sancionaria o projeto contrasta com o que ele disse há duas semanas durante uma transmissão na Internet. Segundo ele, não seria “fácil” decidir sobre sancionar o projeto ou não.

— O que eu pretendo fazer, vou colocar no meu Facebook o texto da lei para o pessoal fazer comentários. Só deixo avisado, quem for para a baixaria é banimento. Pode reclamar, a pena é excessiva, é grande, tem que sancionar, tem que vetar. Porque não é fácil tomar uma decisão como essa daí — disse o presidente na ocasião. Fonte: O Globo

 

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Política

Senador que escondeu dinheiro na cueca, também escondia arma e pepita de ouro na sua residência

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Além dos R$ 33 mil encontrados pela Polícia Federal, o senador Chico Rodrigues(DEM-RR) escondia em sua casa uma “pedra supostamente caracterizada como pepita de ouro”, um revólver e munições de espingarda.

De acordo com o relatório entregue pela PF ao ministro Luís Roberto Barroso, relator do inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF), pedra estava guardada no mesmo cofre em que foram encontrados os US$ 6 mil e R$ 10 mil, parte do dinheiro guardado pelo senador em sua casa. A polícia afirma que, como Rodrigues não soube explicar a origem do dinheiro e do ouro, tudo foi apreendido.

Ainda segundo o relatório, suspeita-se que a pepita tenha origem ilegal. “Tendo em vista que o estado de Roraima possui um número elevado de garimpos ilegais de ouro e que o material encontrado possui um brilho dourado, é possível que este material se trate de uma pedra com vestígios de ouro, o que, por si só, já restaria configurado crime de Usurpação de Bem da União”.

No mesmo cofre, foram encontrados um revólver Taurus .38 Special, seis munições avulsas para a arma e duas caixas de munições de espingarda calibres 20 e 36. Antes da apreensão, o senador chegou a negar que mantinha armas em casa.

Foi logo da apreensão da arma e das munições, que a polícia descobriu os R$ 33 mil guardados na cueca de Rodrigues. Ele pediu para ir ao banheiro e o delegado Weldson Cajé percebeu o “grande volume em formato retangular” na bermuda do senador.

 

 

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Política

Advogado Carlos Portinho, assume no senado a vaga deixada pelo senador Arolde, que morreu ontem(21) de covid-19

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Política

Deputado Danilo Cabral convoca ministro Pazuello para prestar esclarecimento à Câmara

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O deputado federal Danilo Cabral (PSB) apresentou um pedido de convocação do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para prestar esclarecimentos sobre o investimento do Brasil nas vacinas contra o novo coronavírus.

O ministro foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro após anunciar, nesta quinta-feira (20), o protocolo de intenções de para a compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo de São Paulo, e pela farmacêutica chinesa Sinovac.

“Mais de 150 mil mortes no Brasil e o presidente insiste em menosprezar, de forma irresponsável, a vida dos brasileiros. Qualquer vacina, seja lá quem produz e, desde que comprovada sua eficácia, não pode ser descartada”, afirma Danilo Cabral. O deputado lembra que, primeiro, o presidente diz que ninguém é obrigado a se vacinar, depois, desqualifica a vacina que tem sido desenvolvida numa parceria entre pesquisadores chineses e brasileiros.

O Brasil já investiu R$ 1,9 bilhão na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pelo Laboratório AstraZeneca, para produção, compra e distribuição de 100 milhões de doses. Também aplicou R$ 2,5 bilhões para ingressar no Covax Facility, Consórcio Internacional, coordenado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com outras entidades. Esses recursos, segundo o próprio governo, poderão “comprar o equivalente de doses para garantir a imunização de 10% da população até o final de 2021”.

O anúncio sobre o protocolo de intenções foi realizado pelo Ministério da Saúde após uma reunião entre Pazuello e os governadores, entre eles João Dória (PSDB), de São Paulo, desafeto de Bolsonaro. Em visita a um centro militar de São Paulo, Bolsonaro declarou que tinha “mandado cancelar” o protocolo de intenções, caso tivesse sido assinado pelo ministro da Saúde. “O presidente sou eu, não abro mão da minha autoridade. Até porque estaria comprando uma vacina que ninguém está interessado por ela, a não ser nós”, disse Bolsonaro.

 

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